Nascer de Novo - J. C. Ryle

J. C. Ryle
Alguns adoram a Deus de forma pífia, outros O fazem em espírito e em verdade. Alguns dão seu coração a Deus, outros o dão ao mundo. Alguns acreditam na Bíblia e vivem conforme suas ordenanças, outros, não. Alguns pecam e condoem-se por isso, outros, não. Alguns amam o Cristo, confiam nEle e servem-nO, outros, não. Resumindo, como pregam as Escrituras, alguns andam pelo caminho estreito, outros, pelo largo; alguns são os bons peixes da rede do Evangelho, outros, os ruins; alguns são o trigo no campo de Cristo, outros, o joio.

Acredito que homem algum, estando ele com os olhos bem abertos, deixará de enxergar isso, tanto na Bíblia quanto no mundo que o rodeia.  Seja lá o que ele pense sobre o assunto que escrevo, ele não pode simplesmente negar que existe uma diferença.

Agora, qual é a explicação dessa diferença? Respondo sem hesitar: regeneração ou nascer de novo. Respondo que verdadeiros cristãos são como são porque foram regenerados, e cristãos formais são como são porque não são regenerados.  O coração do cristão foi verdadeiramente mudado.  Já o coração do cristão apenas no nome, não sofreu alterações. A mudança no coração faz toda a diferença.

Tal mudança no coração é continuamente relatada na Bíblia, sob vários emblemas e figuras.

Ezequiel identifica-a por "tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” e "dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo." (Ezequiel 11:19; 36:26.).

O apóstolo João algumas vezes a chama por “nascido de Deus”, outras vezes por “nascido de novo" e, ainda, por "nascido pelo Espírito" (Jo 1:13, 3:3,6.).

O apóstolo Pedro, em Atos, chama de “arrependei-vos e convertei-vos.” (At 3:19.).

A epístola aos Romanos fala sobre ela como sendo “ressurretos dentre os mortos." (Rm 6: 13.).

A segunda epístola aos Coríntios chama de “nova criatura:  as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Co 5: 17.).

A epístola dos Efésios fala sobre ela como a ressurreição juntamente com Cristo:  “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2: 1); como “despojeis do velho homem, que se corrompe, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef. 4: 22, 24.).

A epístola dos Colossenses chama por “uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos; e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3: 9, 10.).

A epístola de Tito chama de “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” (Tt 3: 5.).

A primeira epístola de Pedro fala sobre isso como “daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (I Pe 2: 9.).

E a segunda epístola, como “coparticipantes da natureza divina” (II Pe 1: 4.).

A primeira epístola de João chama por “passamos da morte para a vida.” (I Jo 3: 14.).

Todas essas expressões, no final, significam a mesma coisa. Elas todas são a mesma verdade, apenas vistas de lados diferentes. E todas têm o mesmo e único significado. Elas descrevem a mudança radical do coração e da natureza humana – uma perfeita mudança e transformação do interior humano - uma participação na ressurreta vida de Cristo; ou, tomando emprestadas as palavras do Catecismo da Igreja da Inglaterra, "Uma morte para o pecado e um novo nascimento para a retidão."

Essa mudança no coração do verdadeiro cristão é perfeita e completa, tão completa que nenhuma outra palavra se encaixaria tão perfeitamente do que "regeneração” ou “novo nascimento”. Sem dúvida alguma não é nenhuma alteração corporal, externa, mas, indubitavelmente, uma alteração por completo no interior humano. Ela não adiciona nenhuma outra faculdade mental ao homem, mas certamente dá uma nova disposição e inclinação às capacidades que ele já possui. Seu querer é tão novo, seu gosto é novo, suas opiniões são novas, sua forma de ver o pecado, o mundo, a Bíblia, o Cristo é tão nova, que ele se torna um novo homem em todas as suas intenções e propósitos. Tal mudança faz surgir um novo ser. Pode muito bem ser chamado de “nascido de novo”.

Essa mudança não é sempre dada aos cristãos ao mesmo tempo em que se convertem. Alguns nascem de novo ainda crianças e parecem, assim como Jeremias e João Batista, preenchidos com o Espírito Santo já desde o ventre de suas mães. Alguns nascem de novo numa idade mais avançada. A maior parte dos Cristãos provavelmente nasce de novo depois que crescem. Já a vasta multidão de pessoas, e isso é de recear, chega à cova sem nem mesmo ter nascido de novo.

Essa mudança no coração nem sempre começa da mesma forma naqueles que passam pelo novo nascimento depois que crescem. Com alguns, como o apóstolo Paulo e o carcereiro em Filipo, foi uma mudança súbita e violenta, ocorrida com grande aflição de espírito.

Com outros, como Lídia e Tiatira, foi mais suave e gradual: seus invernos tonaram-se primavera de forma quase imperceptível por elas. Com alguns a mudança é trazida pelo Espírito trabalhando através de aflições e visitas providenciais. Com outros, e provavelmente aqui se encontra o grande número de verdadeiros cristãos, a Palavra de Deus, pregada ou escrita, é o meio pelo qual são influenciados.

Essa mudança só pode ser conhecida e discernida pelos seus frutos. Seus começos são algo escondido e secreto. Não podemos vê-los. Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz da forma mais clara: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3: 8.) Saberíamos se estivéssemos regenerados? Devemos tentar responder à questão examinando o que sabemos sobre os efeitos da regeneração. Esses efeitos são sempre os mesmos. Os caminhos pelos quais verdadeiros cristãos são levados, passando por grandes mudanças, certamente são vários. Mas o estado do coração e da alma para o qual eles são levados é sempre o mesmo. Pergunte-os o que eles acham sobre o pecado, Cristo, santidade, o mundo, a Bíblia e a oração e você os verá como uma única mente.

Essa mudança nenhum homem pode dar a si mesmo ou a outro. Isso seria tão razoável quanto esperar que os mortos se levantassem ou pedir para que um artista desse vida a uma estátua de mármore. Os filhos de Deus "não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1:13). Algumas vezes a mudança é designada por Deus, o Pai: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança." (I Pe 1:3). Algumas vezes atribuída a Deus, o Filho: “O Filho vivifica aqueles que (Ele) quer.” (Jo 5: 21.) “Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dEle.” (I Jo 2: 29.) Algumas vezes é atribuída ao Espírito Santo, e Ele é, verdadeiramente, o grande agente pelo qual ela é sempre efetuada: “O que é nascido do Espírito, é espírito.” (Jo : 6.) Mas o homem não tem poder algum para trabalhar na mudança. Algumas vezes ela está longe, muito longe de seu alcance. “A condição do homem depois da queda de Adão,” diz o décimo artigo da Igreja da Inglaterra, "é tamanha que ele não pode mudar-se a si mesmo pela sua própria força e trabalho, mas pela fé e clamando por Deus”.

Nenhum ministro na terra pode dar graça a alguém de sua congregação pelo seu próprio juízo. Ele pode pregar tão verdadeiramente e fielmente quanto Paulo e Apolo, mas de Deus “veio o crescimento" (I Co 3: 6.) Ele pode batizar com água no nome da Trindade, mas a não ser que o Santo Espírito acompanhe e abençoe a ordenação, não haverá morte para o pecado, tampouco nascimento para a retidão. Apenas Jesus, a Cabeça da Igreja, pode batizar com o Espírito Santo. Abençoados e felizes são aqueles que têm tanto o batismo interno quanto o externo.
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Fonte: Extraído do livro/ebook (A REGENERAÇÃO), por J. C. Ryle.
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Fundamental Para a Continuidade da Reforma - Joel Beeke

Joel Beeke

O Justo Viverá por Fé.

A PRIMEIRA GERAÇÃO DA REFORMA foi um tempo tumultuoso, mas foi um tempo abençoado. Foi um tempo em que as pessoas não podiam mais permanecer na Igreja Católica Romana por princípio, e correndo risco de suas próprias vidas se unirem à causa protestante. Mas não foi muito depois que esse grande rompimento se tornou uma doutrina morta. 

A segunda geração de protestantes – os próprios filhos de muitos dos grandes reformadores – tornou-se, em sua maior parte, fria e relaxada. Eles professavam as doutrinas, eram sãos em sua ortodoxia, mas não experimentavam as grandes doutrinas da Reforma em seus corações. E, assim, por volta de 1600 as coisas tinham se tornado secas e frias e mortas em muitas áreas. Mas Deus levantou os puritanos na Inglaterra, os teólogos da Segunda Reforma Holandesa na Holanda e os puritanos da Nova Inglaterra (na América - NE), para reavivar esta verdade da Reforma: o justo viverá por fé.

Portanto, as palavras de nosso texto não apenas são fundamentais para o rompimento da Reforma, mas também para a continuação da Reforma.

A Segunda Reforma Holandesa e o movimento puritano foram dependentes da Reforma. Muitos teólogos perceberam que aquelas coisas haviam se tornado secas e mortas. Pela graça do Espírito Santo, homens se levantaram como que de assalto e adentraram ao trono da graça por um reavivamento na prática das grandes e gloriosas doutrinas às quais Lutero havia confessado: “Doutrina é céu”.

Sob a tutela do Espírito, a doutrina da Reforma e o viver santo dessa doutrina foram promovidos por homens como William Perkins e William Ames, John Owen e John Bunyan na Inglaterra; Thomas Shepard, Thomas Hooker, e John Cotton na América; William Teellinck, Alexander Comrie e Theodorus van der Groe na Holanda. O reavivamento que varreu muitas áreas, conforme a vitalidade desta doutrina – o justo viverá por fé – veio à frente novamente. Esse movimento de renovação do puritanismo inglês e holandês durou por variados períodos de tempo em diferentes lugares.

Durou a maior parte do século dezessete em muitos lugares, mas por volta de 1700 as coisas tinham se tornado frias, secas e mortas de novo. O liberalismo, o iluminismo e o humanismo começaram a varrer a Europa e a América do Norte. Mas a obra do Espírito veio à frente novamente – especialmente na época do Grande Despertamento nos anos de 1740, e nos anos de 1800 a 1830, quando o reavivamento varreu grande parte da América e houve um retorno a esta mesma doutrina: o justo viverá por fé.

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Fonte: Nossa heranca reformada - Joel Beeke
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A Adoração é Prioridade Crucial - John MacArthur

John MacArthur
A Adoração é Prioridade Crucial

Nosso Senhor disse a Marta, que estava aflita devido aos afazeres domésticos por receber muitos convidados: “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa” (Lc 10.41-42).

A verdade principal é evidente. Maria, que se assentara aos pés de Jesus, em adoração, escolhera “a boa parte”, e esta não lhe seria tirada. A adoração de Maria tinha um significado eterno, enquanto toda a intensa atividade de Marta não significou absolutamente nada, além daquela tarde especial.

Nosso Senhor estava ensinando que a adoração é a atividade essencial que deve preceder todas as outras atividades da vida. Se isto é verdade em nossas vidas particulares, não deveríamos nós tributar maior importância à adoração no contexto da congregação dos crentes?

O mundo está cheio de religião falsa e superficial. Nós, que amamos a Cristo e cremos que sua Palavra é verdadeira, não ousemos moldar nossa adoração aos estilos e preferências de um mundo incrédulo. Pelo contrário, temos de reputar como nosso principal objetivo ser adoradores em espírito e em verdade. Devemos ser pessoas que adoram a Deus no Espírito, se gloriam em Cristo Jesus e não confiam na carne. Para fazer isso, temos de permitir que somente a Escritura – Sola Scriptura – regule nossa adoração.
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Cristianismo de Entretenimento - John MacArthur

John MacArthur
Cristianismo de Entretenimento

A igreja pode enfrentar a apatia e o materialismo satisfazendo o apetite das pessoas por entretenimento? Evidentemente, muitas pessoas das igrejas pensam assim, enquanto uma igreja após outra salta para o vagão dos cultos de entretenimento.

Uma tendência inquietante está levando muitas igrejas ortodoxas a se afastarem das prioridades bíblicas.

O que eles querem

Os templos das igrejas estão sendo construídos no estilo de teatros. Ao invés de no púlpito, a ênfase se concentra no palco. Alguns templos possuem grandes plataformas, que giram ou sobem e descem, com luzes coloridas e poderosas mesas de som.

Os pastores espirituais estão dando lugar aos especialistas em comunicação, aos consultores de programação, aos diretores de palco, aos peritos em efeitos especiais e aos coreógrafos.

O objetivo é dar ao auditório aquilo que eles desejam. Moldar o culto da igreja aos desejos dos frequentadores atrai muitas pessoas.

Como resultado disso, os pastores se tornam mais parecidos com políticos do que com verdadeiros pastores, mais preocupados em atrair as pessoas do que em guiar e edificar o rebanho que Deus lhes confiou.

A congregação recebe um entretenimento profissional, em que a dramatização, os ritmos populares e, talvez, um sermão de sugestões sutis e de aceitação imediata constituem o culto de adoração. Mas a ênfase concentra-se no entretenimento e não na adoração.

A ideia fundamental

O que fundamenta esta tendência é a ideia de que a igreja tem de “vender” o evangelho aos incrédulos — a igreja compete por consumidores, no mesmo nível dos grandes produtos.

Mais e mais igrejas estão dependendo de técnicas de vendas para se oferecerem ao mundo.

Essa filosofia resulta de péssima teologia. Presume que, se você colocar o evangelho na embalagem cor-reta, as pessoas serão salvas. Essa maneira de lidar com o evangelho se fundamenta na teologia arminiana. Vê a conversão como nada mais do que um ato da vontade humana. Seu objetivo é uma decisão instantânea, ao invés de uma mudança radical do coração.

Além disso, toda esta corrupção do evangelho, nos moldes da Avenida Madison, presume que os cultos da igreja têm o objetivo primário de recrutar os incrédulos. Algumas igrejas abandonaram a adoração no sentido bíblico.

Outras relegaram a pregação convencional aos cultos de grupos pequenos em uma noite da semana. Mas isso se afasta do principal ensino de Hebreus 10.24-25: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos”.

O verdadeiro padrão 

Atos 2.42 nos mostra o padrão que a igreja primitiva seguia, quando os crentes se reuniam: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.

Devemos observar que as prioridades da igreja eram adorar a Deus e edificar os irmãos. A igreja se reunia para adoração e edificação — e se espalhava para evangelizar o mundo.

Nosso Senhor comissionou seus discípulos a evangelizar, utilizando as seguintes palavras: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Ele deixou claro que sua igreja não tem de ficar esperando (ou convidando) o mundo para vir às suas reuniões, e sim que ela tem de ir ao mundo.

Essa é uma responsabilidade de todo crente. Receio que uma abordagem cuja ênfase se concentra em uma apresentação agradável do evangelho, no templo da igreja, absolve muitos crentes de sua obrigação pessoal de ser luz no mundo (Mateus 5.16).

Estilo de vida

A sociedade está repleta de pessoas que querem o que querem quando o querem. Elas vivem em seu próprio estilo de vida, recreação e entretenimento. Quando as igrejas apelam a esses desejos egoístas, elas simplesmente põem lenha nesse fogo e ocultam a verdadeira piedade.

Algumas dessas igrejas estão crescendo em expoentes elevados, enquanto outras que não utilizam o entretenimento estão lutando. Muitos líderes de igrejas desejam crescimento numérico em suas igrejas, por isso, estão abraçando a filosofia de “entretenimento em primeiro lugar”.

Considere o que esta filosofia causa à própria mensagem do evangelho. Alguns afirmam que, se os princípios bíblicos são apresentados, não devemos nos preocupar com os meios pelos quais eles são apresentados. Isto é ilógico.

Por que não realizarmos um verdadeiro show de entretenimento? Um atirador de facas tatuado fazendo malabarismo com serras de aço se apresentaria, enquanto alguém gritaria versículos bíblicos. Isso atrairia uma multidão, você não acha?

É um cenário bizarro, mas é um cenário que ilustra como os meios podem baratear e corromper a mensagem.

Tornando vulgar

Infelizmente, este cenário não é muito diferente do que algumas igrejas estão fazendo. Roqueiros punk, ventríloquos, palhaços e artistas famosos têm ocupado o lugar do pregador — e estão degradando o evangelho.

Creio que podemos ser inovadores e criativos na maneira como apresentamos o evangelho, mas temos de ser cuidadosos em harmonizar nossos métodos com a profunda verdade espiritual que procuramos transmitir. É muito fácil vulgarizarmos a mensagem sagrada.

Não se apresse em abraçar as tendências das super-igrejas de alta tecnologia. E não zombe da adoração e da pregação convencionais. Não precisamos de abordagens astuciosas para que tenhamos pessoas salvas (1 Coríntios 1.21).

Precisamos tão-somente retornar à pregação da verdade e plantar a semente. Se formos fiéis nisso, o solo que Deus preparou frutificará.

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Fonte: Grace to You
Fonte 2: Editora Fiel
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A Salvação Depende da Escolha da Pessoa? - Rev. Ronald Hanko

A Salvação Depende da Escolha da Pessoa? - Rev. Ronald Hanko
No tempo da Reforma Protestante, Martinho Lutero escreveu um livro intitulado "The Bondage of the Will" [O Cativeiro da Vontade]. Este livro foi escrito contra um homem chamado Erasmo e seus ensinos de que o homem tinha livre-arbítrio, isto é, a capacidade de escolher se seria ou não salvo. Lutero disse a Erasmo que esta questão sobre o livre-arbítrio era o assunto mais importante da Reforma. Ele disse: "Você [Erasmo] não tem me importunado com assuntos irrelevantes sobre o papado, purgatório, indulgências, e coisas semelhantes, que são mais bagatelas do que assuntos ... você, e somente você, tem visto a dobradiça sobre a qual tudo gira, e têm apontado para o ponto vital."

A despeito do que Lutero escreveu, o ensino de Erasmo com respeito ao livre-arbítrio se tornou o ensino da maioria do Protestantismo de hoje. O livre-arbítrio é:

(1) Uma negação da predestinação. Predestinação significa que a vontade de Deus (a escolha de Deus) determina todas as coisas, incluindo quem serão salvos (Efésios 1:3-6). O livre-arbítrio ensina que a escolha do homem é o fator decisivo na salvação.

(2) Uma negação da verdade bíblica da fé salvífica como um dom de Deus (Efésios 2:8-10). O livre-arbítrio ensina que fé é uma decisão da própria pessoa de confiar em Cristo.

(3) Uma negação da verdade que Cristo morreu somente por seu povo (Mateus 1:21). O livre-arbítrio ensina que Cristo morreu por todos sem exceção, e que a salvação deles depende agora da aceitação que fazem de Cristo, isto é, de uma escolha do seu próprio "livre-arbítrio".

A crença no livre-arbítrio também é manifesta no tipo de pregação e evangelismo que é mais popular hoje, o tipo que implora para os pecadores aceitarem a Cristo, que usa a chamada ao altar, os apelos, os momentos de decisão, o levantar de mãos, e outras táticas semelhantes para persuadi-los a agirem assim. Todas estas coisas pressupõem que a salvação de uma pessoa depende da sua própria escolha.

Cremos que a vontade do homem está cativa ao pecado e que ele não somente não pode fazer o bem, mas nem mesmo pode desejar (querer) fazê-lo (Romanos 8:7-8). Particularmente, ele não pode praticar o maior de todos os bens, ou seja, escolher a Deus e a Cristo.

Cremos, portanto, que o homem não pode crer em Cristo, a menos que isso lhe "seja dado do alto" (João 6:44).

Cremos também que não é a vontade do homem, mas sim a vontade soberana e eterna de Deus (predestinação) que é o fator decisivo na salvação (Atos 13:48; Filipenses 2:13).

Então, qual é o objetivo de pregar o evangelho? Ele é "o poder de Deus para salvação" (Romanos 1:16), a maneira na qual Deus dá fé e arrependimento a todos aqueles a quem ele escolheu desde a eternidade, e remiu em Cristo. Que este poder seja para a salvação de muitos!

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Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
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O Evangelho em seu Conteúdo - Herman Hoeksema

O Evangelho
Tal assertiva deve determinar, como ficará evidente, o conteúdo do evangelho de Deus. Se ele é as boas novas sobre a promessa, isto é, sobre uma positiva garantia de Deus para a descendência de Abraão, os herdeiros da promessa, que o Senhor irá conferir uma grande bênção e uma gloriosa herança a eles, segue-se que o conteúdo do evangelho deve estar sempre em coerência com o conteúdo da promessa; e aquele que declarar qualquer coisa além de suas preciosas dádivas não esta pregando o evangelho, mas vãs filosofias de homens. Deve ser dessa maneira a certeza da promessa; a tal ponto que aquele que muda esta certeza numa oferta incerta e condicionada está corrompendo a promessa e o evangelho de Deus. Finalmente, aquele que apresenta a matéria como se a promessa de Deus fosse feita a todos os homens, ou a um número incerto de pessoas, não esta pregando o evangelho e está fazendo de Deus um mentiroso. O Senhor não cumpre a promessa exceto para aqueles a quem ela foi feita, isto é, para a descendência de Abraão, os herdeiros de acordo com a eleição da graça.

Agora, o conteúdo da promessa, de acordo com a Escritura, é Cristo todas suas riquezas de salvação e bênção. Pois, o conteúdo é promessa que Deus levantaria um Salvador da descendência de Davi; que essa descendência iria levar sobre si os pecados de Seu povo; e que Deus iria fazê-Lo ressurgir dos mortos e dar Lhe a glória, exaltando-O no trono de Seu pai Davi, e Lhe dando os confins da terra como Sua possessão. Ele é a Semente prometida. A promessa, consequentemente, em concordância com a Bíblia, implica a garantia de retidão e paz, de perdão e filiação, de libertação e santificação, de vida eterna e glória, da incorruptível e indefinível herança que não acaba. Isso envolve Cristo e todos que Nele estão, posto que serão herdeiros do mundo, herdeiros do novo reino celestial, onde habitarão no tabernáculo de Deus para todo o sempre.

Desta forma, a promessa implica ainda o presente do Espírito Santo, primeiro a Cristo, depois àqueles que pertencem a Ele, e pelo Espírito todas as bênçãos de Cristo podem ser realizadas na igreja. Assim, é um erro apresentar o assunto, como se Deus tivesse simplesmente prometido a bênção objetiva da salvação para a descendência de Abraão, ou mesmo para os homens de maneira geral, como se dependesse de seus consentimentos para a promessa ser cumprida neles. Definitivamente, o dom do Santo Espírito está incluído na promessa. Ele é promessa de Deus, é a promessa de que Deus derramará Seu Espírito sobre toda carne. E através do Espírito, Ele efetivamente coloca a salvação em Cristo no coração de todo o Seu povo, por meio da regeneração, do chamado, da fé, da justificação, da santificação, da perseverança e da glorificação. Através do Espírito, eles são trazidos das trevas para a luz, e são mantidos no poder de Deus até a salvação que é para ser revelada no final dos tempos. Tudo isso está incluído na promessa, isto é, na declaração positiva por parte de Deus de que Ele, certamente, irá honrar estas bênçãos e bem-aventuranças da salvação em todo o Seu povo.

Esta promessa é, ao mesmo tempo, o conteúdo do evangelho. É o evangelho de Deus, evangelho que Ele sozinho é o Autor e que Ele proclama. Só Ele é capaz de declará-lo, ainda que revelado e pregado por meio de homens. Como seu conteúdo é o evangelho referente a Seu Filho, o Evangelho de Cristo, assim somente o Senhor Jesus pode ser pregado na proclamação desse evangelho. Por essa razão, é também o evangelho da glória do Deus bendito, através do qual e pelo qual Cristo, a glória dessa bênção, é revelado. Foi por esse evangelho que Deus deu a Cristo e a todos que Lhe pertencem a Sua própria glória.

Essa glória do Deus bendito, através da glória de Cristo e da igreja da qual Ele é o cabeça, deve ser realizada no evangelho. É o evangelho do Reino, pois o Reino do céu, em sua realização final e espiritual, é o fim da promessa que precisa ser proclamada. É o evangelho da graça de Deus, posto que todas as obras Dele, em nome da realização da promessa, são uma manifestação de Sua soberana graça, soberana em sua concepção, soberana em sua manifestação objetiva de Cristo, soberana em sua aplicação ao Seu povo. É o evangelho da paz, uma vez que nele o Senhor dos céus publica paz e leva boas novas. E, finalmente, é o evangelho da nossa salvação, posto que ele declara a plenitude da nossa salvação do pecado e da morte, e nossa entrada na gloriosa liberdade de filhos de Deus.

Chegamos, pois, à conclusão, com base na Palavra de Deus, a qual sozinha pode ser a nossa luz, que o evangelho é notícia agradável a respeito da promessa da nossa salvação, verdadeira promessa de Deus de que Ele nos livra de todos os pecados e culpas, da corrupção e da morte, e nos leva para a mais alta, ou melhor, para a mais humanamente inconcebível felicidade de Seu prometido Reino Celestial. O evangelho declara:
(1) que Deus, objetivamente, realiza, em e através de Cristo Jesus, de Sua humilhação e exaltação, toda a plenitude da Sua salvação;
(2) que Deus, subjetivamente, realiza e aplica todas as bênçãos da salvação através do Espírito da promessa;
(3) que Ele realiza sua obra de salvação em quem Ele quer, isto é, em Seu povo, os eleitos, aqueles que creem em Cristo, os humildes e de coração quebrantado, os cansados e oprimidos, todos aqueles que pranteiam em Sião.
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Extraído de: O Evangelho – por Herman Hoeksema
Tradução de Rev. Pedro Corrêa Cabral
Fonte (original): "The Gospel"
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O Evangelho em seu Conceito - Herman Hoeksema

    A Bíblia emprega, com frequência, dois termos que estão proximamente relacionados tanto em seus respectivos significados como, também, em suas sonoridades, no original grego. São os vocábulos espangelia e evangelion, o primeiro significando "promessa," e o segundo "evangelho." Que tais termos são semelhantes em nossas mentes fica evidente com maior razão pela expressão comum, frequentemente usada e empregada pelas nossas confissões, a saber, "a promessa do evangelho". Tal expressão salienta que o evangelho contém uma promessa.

     Entretanto, este relacionamento próximo entre "promessa" e "evangelho" tornar-se ainda mais claro e é visto numa diferente perspectiva, se nos debruçamos sobre a Escritura e descobrimos que, de acordo com ela, o evangelho é verdadeiramente o evangelho da promessa. Isso é diretamente expresso em Gl. 3:8 e em At. 13:32. O primeiro texto diz “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. Observe-se que na última expressão temos a promessa”.

    Agora, de acordo com o texto, quando a promessa foi feita a Abraão, o evangelho foi pregado a ele. O evangelho e a promessa são, assim, identificados desta maneira, ou seja, a entrega da promessa por Deus a Abraão é por si só a pregação do evangelho. No outro texto, At. 13:32-33 lemos “Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus ...” Fica evidente que a promessa feita aos pais e cumprida em nós, seus filhos, é a mesma que está mencionada em Gálatas 3. Aqui fica igualmente claro que, da mesma forma que na passagem anterior, o apóstolo fala sobre a promessa, como sendo a pregação do evangelho, ou a proclamação das boas novas. O evangelho é, então, em sua essência, de acordo com seu conceito, o evangelho da promessa, e, neste sentido, chamamos a sua atenção, leitor, a fim de que tal evangelho seja divulgado em concordância com a verdade da Escritura.

    Muito frequentemente, a Bíblia fala da promessa. Algumas vezes, refere-se a ela no plural, para expressar as riquezas de suas implicações. Contudo, mais amiúde, ela fala no singular para denotar unidade e identidade, mas sempre é a mesma promessa: a promessa que é feita a Abel, a Enoque, a Noé, a Abraão, Isaque e Jacó. Assim, por mencionar estes santos da antiga dispensação, e tendo falado de suas vidas e suas mortes, ou arrebatamento pela fé, o capítulo 11 de Hebreus nos diz no versículo 13 “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra”. E tendo revisto a vida e a batalha pela fé de muitos que formam a nuvem de testemunhas, incluindo-os todos em sua visão, o autor da carta aos Hebreus finalmente afirma no versículo 39 “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa ...”

    Estas passagens deixam claro, em todas elas, que havia uma promessa dada aos santos a qual eles abraçaram e creram, e pela qual viveram e morreram, pela qual estavam dispostos a ser estrangeiros e peregrinos na terra, passar fome, ser exilados e presos, suportar o martírio, a zombaria e toda sorte de sofrimentos. Eles foram mortos a fio de espada e serrados pelo meio, andaram peregrinos vestidos peles de cabras, afligidos, destituídos de seus pertences e atormentados de todas as maneiras. Todavia, na grandeza da fé e severidade do sofrimento desses patriarcas, podemos ver refletida a beleza e a riqueza da promessa que eles tinham e enxergar muito além disso. Gálatas 3 é um clássico capítulo sobre a promessa. Ele enfatiza que tal promessa foi feita a Abraão e à sua descendência, e que a semente do patriarca é central e essencialmente Cristo (v. 16). É óbvio que Cristo, o Descendente, que é o cumprimento da promessa, é, ao mesmo tempo também, o principal receptor dela. Ela afirma que a Lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois da promessa a Abraão, não a pode anular (v. 17); mas Deus concedeu a herança a Abraão pela promessa (v. 18). Chega-se à conclusão que, se somos de Cristo, então somos descendência de Abraão e herdeiros de acordo com a promessa (v. 29).

     Quanto ao conteúdo dessa promessa, a Bíblia fala dela como a promessa do Espírito Santo, dada a Cristo (At. 2:33) e àqueles que são dele pela fé (Gl. 3:14); é a promessa de vida (1Tm. 4:8; II Tm. 1:1); a promessa da vida eterna (I Jo. 2:25); a promessa da volta de Cristo (II Pe. 3:4); a promessa de entrar no descanso de Deus (Hb. 4:1); a promessa de ser herdeiro do mundo (Rm. 4:13); a promessa de trazer o Salvador da raiz de Davi (At. 13:23). Por essa razão, a Escritura fala ainda do Espírito como o Espírito da promessa (Ef. 1:13); de filhos da promessa, isto é, de filhos que são nascidos da descendência da promessa, pelo poder e de acordo com ela e sobre os quais ela descansa (Rm. 9:8). A Bíblia chama a atenção para os herdeiros e coerdeiros da promessa, uma vez que nem todos os homens a receberam (Hb. 6:17, 11:9). E no início da Nova Aliança, a Escritura pontua em Atos 2:39 “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”.

    Nestas circunstâncias, é importante que entendamos claramente a natureza de uma promessa. Não é de forma alguma o mesmo que uma oferta. Nesta última acepção, a pessoa que faz a oferta declara sua disposição em fazer algo para ou a favor de quem a oferta é feita, mas para sua realização ela depende da disposição da outra parte, do seu consentimento. Entretanto, uma promessa é diferente. É uma declaração escrita ou verbal que compele à pessoa que a fez realizar ou desistir de realizar a coisa prometida. É, assim, um compromisso independente de qualquer dever ou obrigação por parte da pessoa a quem a promessa foi feita. Consequentemente, ela implica na declaração de certo benefício, com a garantia de que tal benefício será aplicado ou realizado a favor da pessoa a quem a promessa está dirigida. Esta garantia, em relação à promessa bíblica, é potencializada pelo fato de que o próprio Deus é quem a fez. Deus concebeu a promessa, logo é Ele quem realiza a coisa prometida. Ele declara a promessa, o que implica, em primeiro lugar, que tal promessa não pode estar condicionada, porque Deus é Deus, e o seu agir, com toda certeza, não pode estar na dependência da vontade da criatura. Em segundo lugar, isso significa que a promessa é tão fiel e verdadeira como Deus é imutável. Ele certamente cumprirá a promessa. Quando Ele se compromete a fazer ou entregar alguma coisa, Ele é obrigado por Ele mesmo e por todos os seus divinos atributos a realizar a promessa para quem ela foi feita, posto que Ele não pode negar a si mesmo.

    Esse conceito da promessa, necessariamente, implica que ela é feita a um grupo definido de pessoas. Uma oferta, por outro lado, por ser dependente da aceitação e do consentimento de uma segunda pessoa, pode ser genérica, ou vaga. Uma promessa, no entanto, que compromete a parte promitente e que assegura sua realização, exige a existência de uma definida segunda pessoa. E é desta maneira que a promessa está nas Escrituras. Não obstante, a promessa é feita para Cristo e, através Dele, para a descendência de Abraão, para os filhos da promessa, para aqueles que são chamados herdeiros e coerdeiros dela. Que este é, certamente, o conceito da promessa está claramente expresso na Escritura. Neste sentido, lemos em Hebreus 6:13-14,17 “Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo, dizendo: Certamente, te abençoarei e te multiplicarei ... Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento”. Assim, para os herdeiros da promessa, ela é inevitável, porque está atrelada ao imutável propósito do Altíssimo.

      Assim, o conceito do evangelho é que ele é uma agradável notícia sobre esta promessa de Deus. Agradável notícia de boas novas é o significado da palavra evangelion. Agradável notícia por duas razões: Em primeiro lugar, por causa da miséria atual dos herdeiros da promessa. Eles estão no mundo, e neste mundo estão sujeitos ao pecado e à corrupção, ao sofrimento e à morte. A experiência atual deles é de desespero e de angústia, de aflição e de tormento, de miséria e de gemidos. Mas a promessa assegura-lhes a libertação do presente estado de miséria e de completa pobreza espiritual. Em segundo lugar, o evangelho é agradável notícia porque trata da inefável riqueza da herança que está prometida. Contudo, a promessa não assegura aos herdeiros apenas a libertação do pecado e da morte, como também a restauração a um estado e a uma condição anterior, mas enche seus corações com uma esperança de glória jamais imaginada pelo homem. Compreende-se, portanto, que esta agradável notícia a respeito da promessa somente pode ser concedida por Ele, o Deus poderoso, que concebeu tal promessa. O Senhor proclama a promessa. Ele prega o evangelho. O Evangelho, que fala de coisas que olho algum viu, e ouvido algum ouviu, e que nunca foi concebido pelo coração do homem, somente pode vir através da revelação de Deus. Entretanto, esta revelação de Deus, esta divina proclamação do evangelho, sempre acontece por meio dos homens. Logo, aquele que prega o evangelho pode, com autoridade, declarar, em nome de Deus, a agradável notícia da promessa, sobre a certeza de seu cumprimento, sobre a riqueza de suas bênçãos e sobre o progresso de sua realização na história. Por toda a história da humanidade existem no mundo herdeiros da promessa. Eles conhecem a promessa. Estão ansiosos por ela e esperam por sua realização. Questionam sobre o seu conteúdo e sobre a proximidade de seu completo cumprimento. E aquele que pode responder a esses ansiosos questionamentos e trazer alguma boa notícia sobre a promessa está pregando o evangelho.
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Extraído de: O Evangelho – por Herman Hoeksema
Tradução de Rev. Pedro Corrêa Cabral

Fonte (original): "The Gospel"
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