Que tuas temas misericórdias venham sobre mim, para que eu viva;
pois tua lei é meu deleite. Salmos 119.77

Que tuas ternas misericórdias venham sobre mim, para que eu viva. Ele se sentia tão deprimido, que se via ante a porta da morte, caso Deus não o socorresse. Ele carecia não só de misericórdia, mas de misericórdias, e estas deveriam ser de um gênero mui gracioso e obsequioso; sim, ternas misericórdias, pois ele sofria com suas dolorosas feridas. Esses ternos favores são provenientes do Senhor, pois nada menos seria suficiente; e devem todos Vir' ao coração do sofredor, pois ele não era capaz de sair em busca deles; tudo o que ele podia fazer era vislumbrá-los de longe e rogar: "Oh, que eles venham!" Se o livramento não viesse logo, ele sentia como já a expirar; e todavia nos disse em apenas um versículo que havia muito que esperava na palavra do Senhor.

Quão genuína é essa viva esperança quando a morte parece estar escrita em todos os lugares! Disse um pagão: "dum spiro spero" — enquanto respiro, espero. O cristão, porém, pode dizer: "dum expiro spero" — mesmo quando expiro ainda espero a bênção. Não obstante, nenhum genuíno filho de Deus pode viver sem a terna misericórdia do Senhor; ver-se sob o desprazer de Deus lhe é morte. Observe outra vez a feliz combinação das palavras de nossas versões. Há, porventura, um som mais doce do que este: "ternas misericórdias"? Aquele que tem sido gravemente afligido, e todavia socorrido com ternura, é o único ser humano que conhece o significado da escolha de tal linguagem.

Quão realmente vivemos quando somos atingidos pelas ternas misericórdias de Deus! Então não existimos meramente, mas vivemos; somos lépidos, cheios de vida, vivazes e vigorosos. Não saberemos o que é vida enquanto não conhecermos a Deus. Há quem diz que a visitação de Deus o faz morrer; nós, porém, dizemos que ela nos faz viver.

Pois tua lei é meu deleite. Oh, ditosa fé! Ele não quis dizer que o crente se regozija na lei mesmo quando seus preceitos transgredidos o fazem sofrer. Deleitarmo-nos na Palavra quando ela nos repreende é prova de que extraímos proveito dela. Seguramente esta é uma súplica que prevalecerá diante de Deus, por mais amargas sejam nossas tristezas; se ainda nos deleitamos na lei do Senhor, ele não permitirá que morramos; ele deseja e quer lançar sobre nós sua ternura e confortar nossos corações.

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FONTE: http://www.charleshaddonspurgeon.com
Reforma Radical

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