No presente, existe grande controvérsia a respeito da vontade de Deus. Sobre este assunto surgem muitas perguntas. A principal delas refere-se à conexão entre a vontade de Deus e a vontade do homem. Qual a relação entre elas? Qual a ordem que uma ocupa em relação a outra? Qual delas está em primeiro lugar? Não existe qualquer debate sobre a existência dessas duas vontades. Deus possui uma vontade, e, igualmente, o homem. Elas se encontram em constante exercício — Deus quer, e o homem quer. Nada ocorre no universo sem a vontade de Deus. Todos admitem isso; mas surge a pergunta: a vontade de Deus é o primeiro fator em todas as coisas?

Eu respondo “sim”. Não pode haver qualquer coisa boa que Deus não desejou que existisse; não pode haver qualquer coisa má que Deus não desejou permitir. A vontade de Deus vem antes de todas as outras vontades. Aquela não depende destas, mas estas dependem daquela. O exercício da vontade de Deus regula as outras vontades. O “Eu quero” de Jeová é aquilo que põe em atividade todas as coisas no céu e na terra; é a fonte e a origem de tudo que, grande ou pequeno, ocorre no universo, entre as coisas animadas ou inanimadas. Este “Eu quero” trouxe os anjos à existência e os sustem até agora. Este “Eu quero” originou a salvação para um mundo perdido, providenciou um Redentor e realizou a redenção. Este “Eu quero” começa, desenvolve e conclui a salvação de cada alma redimida; abre os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos; desperta aquele que dorme e ressuscita os mortos. Não estou dizendo que Deus simplesmente declarou a sua vontade a respeito dessas coisas; estou afirmando que cada conversão e cada atitude que a constitui originou-se neste supremo “Eu quero”. Quando Jesus curou o leproso, Ele disse: “Quero, fica limpo”; assim também, quando uma alma é convertida, ocorre a mesma, distinta e especial manifestação da vontade divina: “Quero, seja convertido”. Tudo que pode ser chamado bom no homem, ou no universo, tem sua origem no “Eu quero” de Jeová.

Não estou negando o fato de que na conversão o homem também exerce a sua vontade. Em tudo que o homem sente, pensa e faz, ele necessariamente exercita seu querer. Tudo isso é verdade. O contrário é absurdo e irreal. No entanto, enquanto o admitimos, surge outra pergunta de grande interesse e implicação. Os movimentos da vontade humana em direção ao bem são efeitos da operação da vontade divina? O homem deseja a salvação porque ele mesmo se tornou propenso a isto ou porque Deus o dispôs? O homem se torna completamente desejoso pela salvação por uma atitude de sua própria vontade, ou por causa do acaso, ou por persuasão moral, ou por que agiu motivado por causas e influências exteriores à sua pessoa?

Respondo sem hesitação: o homem se torna desejoso porque uma vontade distinta e superior — ou seja, a vontade de Deus — entrou em contato com a vontade dele, alterando sua natureza e sua propensão. Esta nova propensão resulta de uma mudança produzida sobre a vontade do homem por Aquele que, entre todos os seres, tem o direito irrestrito de afirmar, em referência a todos os acontecimentos e mudanças: “Eu quero”. A vontade do homem seguiu os movimentos da vontade divina. Deus o tornou desejoso. A vontade de Deus é a primeira a agir, não a segunda. Mesmo uma vontade santificada e aperfeiçoada depende da vontade de Deus, para receber orientação; e, depois de regenerada, a vontade do homem ainda é uma seguidora, e não um guia. E, no que se refere à vontade de uma pessoa não-regenerada, muito mais necessário é que sua propensão tenha de ser primeiramente mudada. Como isto pode acontecer, se Deus não interpuser sua mão e seu poder?

Isto não significa tornar Deus o autor do pecado? Não. O fato de que a vontade de Deus originou tudo que é bom no homem não implica em que essa mesma vontade dá origem ao que é mau. A existência de um mundo santo e feliz prova que Deus o criou com suas próprias mãos. A existência de um mundo impuro e infeliz comprova que Deus permitiu que esse mundo caísse nesse estado; porém não comprova mais nada. As Escrituras nos dizem que Jesus foi “entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23). A vontade de Deus estava ali. Ele permitiu que as obras das trevas se realizassem; porém, mais do que isso, a morte de Jesus foi o resultado do “determinado desígnio” de Deus. Isto demonstra que Deus foi o autor do pecado de Judas ou de Herodes? Se não fosse a eterna vontade de Deus, Jesus não teria sido entregue; mas isto prova que Deus compeliu Judas a trair, Herodes a desprezar e Pilatos a condenar o Senhor da Glória? Ainda, outra passagem bíblica afirma: “Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (At 4.27-28). É possível perverter esta passagem, a ponto de provar que ela não possui qualquer referência à predestinação? Ela significa que Deus foi o autor dos atos aos quais ela se refere? Deus é o autor do pecado, porque este relato afirma que judeus e gentios se ajuntaram “para fazerem tudo o que” a mão e o propósito divinos predeterminaram? Permitamos que os nossos oponentes expliquem esta passagem bíblica e digam-nos como ela pode se harmonizar com a teoria deles.

Talvez alguém argumente que Deus age através dos meios na transformação da vontade do homem. Pode ser dito: “Não há necessidade de que ocorra uma especial e direta intervenção da vontade e do poder de Deus. Ele estabeleceu os meios, deu-nos sua Palavra, proclamou seu evangelho; através desses meios, Ele realiza a mudança. A vontade de Deus não entra em direto contato com a nossa vontade. Ele permite que esses instrumentos realizem a mudança”. Bem, vejamos quanta verdade existe nessa afirmação. Creio que ninguém dirá que o evangelho é capaz de produzir a alteração na vontade do homem, enquanto este rejeita o evangelho. Nenhum remédio, ainda que seja o melhor, pode ser eficaz, se não for tomado. A vontade do homem rejeita o evangelho; opõe-se à verdade de Deus. Então, como a vontade torna-se capaz de recebê-la? Admitindo que, ao recebê-la, ocorre uma mudança, ainda surge uma pergunta: de que maneira a vontade do homem foi transformada, a ponto de se tornar disposta a receber a verdade de Deus? A pior característica de uma enfermidade é a determinação de não querer tomar o remédio. E como ela pode ser sobrepujada? Ora, alguém dirá, esta resistência será vencida com argumentos. Argumentos! O evangelho em si mesmo não é o grande argumento? No entanto, ele é rejeitado. Que argumentos você espera prevaleçam com um homem que rejeita o evangelho? Admitimos que existem outros argumentos, mas o homem se coloca em oposição a todos eles. Não existe qualquer argumento utilizado que o homem não odeie. Sua vontade resiste e rejeita qualquer argumento e motivo persuasivos. Como pode ser vencida esta resistência e expulsa esta oposição? De que maneira a propensão da vontade humana pode ser alterada, para aceitar aquilo que rejeitava? É evidente que isto ocorre somente quando a vontade humana entra em contato com uma vontade superior — uma vontade capaz de remover a resistência, uma vontade semelhante àquela que disse: “Haja luz; e houve luz”. A própria vontade tem de sofrer uma mudança, antes que possa escolher aquilo que rejeitava. E o que pode mudá-la, senão o dedo de Deus?

Se o homem rejeitasse o evangelho apenas porque não o entende corretamente, eu poderia deduzir que, se o evangelho lhe fosse plenamente esclarecido, cessaria a resistência. Mas não acredito que esta seja a situação do homem, pois isto nos levaria a concluir que o homem rejeita não a verdade, e sim apenas aquilo que não entende; se o que ele não entende for esclarecido, ele aceitará a verdade! O homem não regenerado, ao invés de ser inimigo da verdade, seria exatamente o oposto! Haveria tão pouca depravação no coração do homem, tão pouca perversidade em sua vontade e um tão instintivo amor à verdade e repúdio ao erro, que, se a verdade lhe fosse esclarecida, ele imediatamente a aceitaria! Todas as suas hesitações anteriores resultavam de erros que estavam mesclados à verdade apresentada! Poderíamos imaginar que a causa de tal hesitação era qualquer coisa, exceto a depravação. Talvez era a ignorância, mas não poderíamos chamá-la de inimizade à verdade, e sim inimizade ao erro. Pareceria que a principal característica do coração e da vontade do pecador não é a inimizade à verdade, e sim o ódio ao erro e o amor à verdade!

O coração do homem é inimigo de Deus — o Deus revelado no evangelho, o Deus da graça. Que verdade pode haver na afirmação de que toda a falta de confiança do pecador para com Deus e de que todas as suas trevas espirituais resultam do fato de que o homem não pode ver Deus como o Deus da graça? Asseguro que, com freqüência, esta é a situação do homem. Sei que, constantemente, um mau entendimento do misericordioso caráter de Deus, demonstrado e vindicado na cruz do Calvário, é a causa de trevas para uma alma ansiosa por Cristo; também reconheço que uma simples contemplação da abundante riqueza da graça de Deus repeliria tais nuvens de trevas. Mas isto é muito diferente de afirmar que tal contemplação, sem o poder regenerador do Espírito Santo sobre a alma do homem, transformaria a inimizade em amor e confiança. Pois sabemos que a vontade não-regenerada opõe-se ao evangelho; é inimiga de Deus e de sua verdade. Se a verdade for apresentada com muita clareza à vontade do homem e insistida sobre ela, logo despertará e suscitará o seu ódio. A proclamação da verdade, embora seja feita de maneira vigorosa e compreensível e seja a verdade sobre a graça de Deus, apenas deixará exasperado o homem não-convertido. Ele odeia o evangelho; quanto mais claramente o evangelho lhe for apresentado, tanto mais ele o odiará. O homem não-convertido odeia a Deus; quanto mais Deus se aproxima dele, quanto mais vividamente Deus é apresentado ao homem, tanto mais surge e cresce sua inimizade para com Ele. Com certeza, aquilo que estimula a inimizade não pode removê-la por si mesmo. Então, qual a utilidade dos instrumentos mais eficazes? A vontade humana precisa sofrer uma operação direta do Espírito de Deus: Aquele que fez a vontade do homem precisa refazê-la. Fazê-la foi uma obra de Deus; o refazê-la também é uma obra dEle. Fazer a vontade humana foi uma obra da onipotência divina; o refazê-la também precisa ser uma obra da Onipotência. De nenhuma outra maneira as propensões da vontade humana podem ser mu- dadas. A vontade de Deus precisa entrar em contato com a vontade do homem; então, a mudança se realiza. A vontade de Deus não tem de ser a primeira nessa mudança? A vontade do homem apenas seguirá; ela não pode guiar.

Esta é uma afirmativa muito difícil de ser compreendida? Em nossos dias, alguns querem que assim pensemos. Perguntemos em que consiste a sua dificuldade. Em afirmar que a vontade de Deus precede a vontade de homem? Em dizer que Deus deve ser o líder e o homem, o seguidor, em todas as coisas pequenas e grandes? Em afirmar que somos obrigados a encontrar na vontade de um soberano Jeová a origem de cada movimento do homem em direção ao bem?

Se esta doutrina é difícil de ser compreendida, isto deve ocorrer porque ela retira do homem qualquer fragmento de bondade ou qualquer inclinação para com Deus. Cremos que esta é a fonte secreta das queixas contra essa doutrina. Ela diminui e esvazia completamente o homem, tornando-o não apenas nada, e sim pior do que nada — um pecador perdido —, nada além de um pecador, que possui um coração repleto de inimizade contra Deus, um coração que se opõe a Ele como o Deus da justiça e, mais ainda, como o Deus da graça; um coração que possui uma inclinação tão distante da vontade de Deus e tão rebelde contra ela, que não tem a mínima propensão para aquilo que é bom, santo e espiritual. Isto o homem não pode tolerar.

Admita que o homem é totalmente indigno e desamparado; então, onde está a complexidade de entendimento dessa doutrina? É difícil entendermos que um Deus bendito e santo adianta-se à nossa vontade miserável e corrupta, para conduzi-la no caminho do bem? É difícil compreendermos que pessoas destituídas de tudo são devedoras a Deus por todas as coisas? Visto que todos os movimentos de nossa vontade dirigem-se para baixo, é difícil entendermos que a poderosa vontade de Deus deve intervir e erguer, de maneira onipotente, nossa vontade em direção às coisas elevadas e celestiais?

Se admitimos que a vontade de Deus regula os grandes movimentos do universo, temos de aceitar o fato de que ela também regula os pequenos movimentos. O mais insignificante movimento de minha vontade é regulado pela vontade de Deus. Nisto eu me regozijo. Se assim não fosse, quão miserável eu seria! Se me esquivo de tão ilimitado controle e orientação, é evidente que desprezo a idéia de estar completamente à disposição de Deus. Em parte, desejo estar à minha própria disposição. Tenho a ambição de regular os menores movimentos de minha vontade, enquanto entrego os maiores ao controle de Deus. Isto resulta em que desejo ser um deus para mim mesmo. Não gosto do pensamento de entregar a Deus toda a disposição de meu destino. Se Ele faz a sua própria vontade, tenho receio de que não terei oportunidade de fazer a minha própria. Além disso, concluímos que o Deus a cujo amor eu costumava me referir é um Deus a quem eu não posso implicitamente confiar a mim mesmo para a eternidade. Sim, esta é a verdade. A insatisfação do homem em referência à vontade de Deus surge do fato de que o homem suspeita do amor de Deus. No entanto, os homens de nossos dias, que negam a absoluta soberania de Deus, são os mesmos que professam regozijar-se no amor de Deus e falam sobre este amor como se em Deus não houvesse mais nada além de amor. Quanto mais eu compreendo o caráter de Deus, conforme revelado nas Escrituras, tanto mais percebo que Ele tem de ser soberano e tanto mais me regozijarei, em meu íntimo, com o fato de que Ele é soberano.

A soberana vontade determinou a época de meu nascimento, bem como o dia de minha morte. Não foi também essa vontade que certamente determinou o dia de minha conversão? Ou não serão apenas os tolos que afirmarão que Deus determinou o dia de nosso nascimento, bem como o de nossa conversão, mas deixou à nossa mercê determinar se nos converteríamos ou não? Se o dia de nossa conversão foi estabelecido, ele não pode ser determinado por nossa própria vontade. Deus determinou onde, quando e como nasceríamos; de modo semelhante, Ele determinou onde, quando e como seríamos nascidos de novo. Se isto é verdade, a vontade dEle tem de vir antes da nossa, em referência ao nosso crer. A vontade dEle vem antes da nossa, para que nos tornemos dispostos a crer. Se não fosse assim, jamais teríamos crido. Se a vontade do homem precede a de Deus em todas as coisas que se referem ao próprio homem, não posso compreender como qualquer dos planos de Deus pode ser levado a efeito. O homem teria sido deixado a administrar o mundo conforme ele quisesse. Deus não teria de fixar o tempo da conversão do homem, pois isto seria uma interferência na responsabilidade dele. Na realidade, Ele não teria de determinar que o homem seria convertido de maneira alguma, visto que isto transformaria seu próprio convite em uma simples zombaria e tornaria a responsabilidade do homem uma pretensão! Por meio de uma simples manifestação de poder, Deus pode trazer de volta ao seu curso uma estrela perdida e permanecer inalterado diante da interferência das leis da natureza. Mas, como afirmam eles, estender Deus a sua mão e resgatar a vontade humana de seu caminho errado, para trazê-la de volta ao caminho de santidade, é um exercício injustificável de seu poder e uma usurpação da liberdade do homem! Que mundo! Neste mundo o homem segue todo o seu próprio caminho, e Deus não tem a permissão de interferir, exceto naquilo que o homem chama de legítimo! Que mundo! Neste mundo tudo se volta à vontade do homem, todos os acontecimentos no mundo ou na igreja são regulados, moldados, impulsionados somente pela vontade do homem. A vontade de Deus é algo secundário; seu papel é apenas contemplar os acontecimentos e seguir os passos da vontade humana. Neste mundo o homem deseja, e Deus tem de dizer: Amém!

Em toda esta absoluta oposição à vontade de Deus, vemos a vontade própria dos últimos dias manifestando-se a si mesma. No princípio, o homem quis ser um deus e continua a lutar por isso nos últimos dias. Ele está decidido a fazer que sua vontade tome a precedência que pertence à vontade de Deus. No último anticristo esta vontade própria será sumariada e revelada. Ele é o rei que fará “de acordo com sua vontade”. E na atual controvérsia do “livre-arbítrio”, vemos demonstrado esse mesmo espírito. O Anticristo está nos falando, exortando-nos à independência orgulhosa. A vontade própria é a essência da religião anticristã. É a raiz de amargura que hoje brota em muitas igrejas. Ela não procede do alto, e sim de baixo; é terrena, animal e diabólica.

Assim diz o Senhor:
“Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33.19 – cf. Rm 9.8-24);

“Eu Sou, Eu somente, e mais nenhum deus além de mim; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da minha mão” (Dt 32.39);

“O que ele deitar abaixo não se reedificará; lança na prisão, e ninguém a pode abrir” (Jó 12.14);

“Segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4.35);

“Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2 Tm 1.9).


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Horatius Bonar
Horatius Bonar (1808 - 1889) foi ministro da Igreja da Escócia. Doutor em Divindade pela Universidade de Aberdeen (1853), Bonar é conhecido por seu rico e extenso trabalho poético, o compositor de dezenas de hinos que até os dias de hoje são cantados por igrejas cristãs do mundo todo; todavia, Bonar era, igualmente, um mestre da teologia, tendo escrito várias obras importantes em seu tempo.
Reforma Radical

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