A Crítica de Calvino aos Calvinistas Carismáticos — por Steve Lawson

Conferência Fogo Estranho

É um privilégio estar aqui, quero agradecer ao Dr. John MacArthur e ao ministério Grace to You, que tem tido uma grande influência em minha vida ao longo dos anos, pela oportunidade de poder ministrar nessa conferência.

Acho que, de muitas maneiras, fui moldado na maneira como pregar, através do rádio, ouvindo (Grace to You) Graça a vós, e ouvindo John MacArthur nos anos de formação do meu ministério como um jovem saindo do seminário às 10:30 lá em Little Rock, Arkansas, ouvindo Grace to You, dia após dia, ouvindo como o torna acessível a palavra de Deus; sua explicação, referências cruzadas, estudos da palavra, contexto histórico, a implicação do texto, os elementos da passagem, as apresentações, etc. Sou um produto da Grace to You e eu sou muito grato por seu ministério estendido ao redor do mundo.

Estava à procura de um texto a partir do qual falar nesta conferência. Além disso, vou falar amanhã à noite. Enviei um e-mail a equipe Grace to You, e disse: "Me dê uma ajuda. Me dê alguma direção sobre o que vocês acham que vai acertar o alvo. Só tenho duas balas de prata para atirar nesta conferência, não tenho nenhuma para atirar para o alto e desperdiça-la e não acertar um alvo. “Quais balas eu poderia atirar de maneira que vocês que vieram a esta conferência seria mais ajudado?” E para a mensagem desta tarde, falarei sobre "A crítica de Calvino aos Calvinistas Pentecostais". O que João Calvino diria sobre os Calvinistas contemporâneos, os atuais calvinista que estão abertos, mas cauteloso, ou que abraçam completamente o Movimento Carismático em um grau ou outro, ainda são calvinista?

Nós que somos reformados em nossa teologia, somos extremamente gratos pelo avivamento da teologia reformada que se espalhou pelo corpo de Cristo nesses últimos anos. De fato, a revista Time, uns anos atrás, escreveu sobre as dez ideias que estão mudando o mundo nesse exato momento. E no alto dessa lista foi chocante ver que estava o Neo-calvinismo. O mundo tem que reconhecer que existe um ressurgimento da teologia calvinista reformada ocorrendo. De fato, o Dr. MacArthur disse: "Se você hoje não é reformado, você é basicamente irrelevante." Eu acrescentaria a isso, "Você está errado." Mas há um inchaço que tem se espalhado por todo esse ressurgimento Reformado, desde as grandes denominações ás igrejas independentes, as igrejas batistas, e são vários os professores talentosos que tem nos levado a isso. Martyn Lloyd-Jones, JI Packer, James Montgomery Boice, R.C. Sproul, John Piper e o anfitrião dessa conferência, John MacArthur, esses homens tem levado a bandeira nessa geração de homens piedosos, e todos estamos sob a influência desses homens, de todos esses homens. E ministérios altamente visíveis levaram essa tocha da verdade Reformada. O Grace to You, Ligonier Ministries, Desiring God, Nove Marcas. E também, outras editoras, Banner of Truth, Crossway, Presbyterian and Reformed, Reformation Heritage, Reformation Trust. E o resultado tem sido um fenômeno em nossos dias, que é identificado como jovem, agitado e reformado. De fato existe um livro intitulado, “Young Restles and Reformed”, Jovem agitado e reformado, e esta geração é de pessoas jovens, em seus vinte e trinta anos, que estão com os olhos bem abertos para uma visão de mundo calvinista e para a teologia reformada, sua soteriologia, cristologia e pneumatologia. 

Entretanto, com essa ressurgência, tem havido uma estranha mistura de duas correntes num mesmo rio. Uma corrente é o fluxo histórico, o calvinismo bíblico, e a outra é um afluente inesperado, o da teologia calvinista com experiência espiritual. E o resultado é uma nova cria, um produto estranho conhecido como calvinista pentecostal ou calvinista carismático. Calvinista que possui forte Soteriologia Reformada em uma mão, mas experiências e estilos de adoração calvinista na outra mão. E este rio que surge agora tem uma corrente veloz que tem arrastado uma geração inteira que estão agora reformadas, mas falando em línguas, tendo declarações proféticas, alegando ter novas revelações, tendo supostamente palavras de conhecimento e curas milagrosas. O líder de um ministério reformado popular, escreveu: "Comecei a ter sonhos proféticos. Deus está me mostrando o futuro. Um dom de discernimento vem a mim, não a todo momento, mas posso ver alguém e saber sua história. Em certas ocasiões, quando me levanto para pregar, posso ver uma tela na minha frente e eu vejo alguém ser estuprada ou abusada, então eu as encontro e digo: 'Olha, eu tive essa visão, deixe-me contar sobre ela’. "Ele afirma que é tudo verdade.

E essas posições teológicas da mistura de teologia reformada com a teologia carismática tem sido virtualmente ignoradas e deixadas de lado dentro da comunidade reformada. E temos recebido esses homens sem conhecer plenamente a sua posição a respeito do Espírito Santo. Eu acredito que não há ninguém melhor para tratar com estes calvinistas carismáticos do que o próprio João Calvino.

Então, o que eu quero fazer é começar com a crise que Calvino enfrentou, porque Calvino enfrentou uma crise Pentecostal em seus próprios dias, de pessoas que alegavam ter sonhos e visões e novas revelações. E então veremos como Calvino tratou disso em seus dias a partir de seus próprios comentários, com suas institutas, mas também um tratado que ele escreveu, contra os Libertinos.


Então, vamos começar com a crise que Calvino enfrentou.

Não há nada de novo debaixo do sol, e a crise que estamos enfrentando nesses dias, que já foi descrito pelo Dr. MacArthur, é uma crise muito parecida com a que João Calvino e os Reformadores enfrentaram no século XVI. Como o principal reformador, tudo que a igreja enfrentava, confrontava João Calvino, porque Calvino era o cabeça da reforma. Ele tinha a última palavra. As pessoas olhavam para Calvino, para a maneira que ele tratava os problemas. E em seu próprio ministério em Genebra, Calvino enfrentou a questão carismática (Pentecostal) com dois grupos separados. Um deles é os anabatistas, o outro, os Libertinos. Quero falar um pouco sobre esses dois grupos.

Os anabatistas são uma divergência ampla e complexa de diferentes subgrupos com algumas coisas boas. Eles acreditavam nas mesmas verdades que vocês e eu acreditamos, que a igreja deve ser composta de crentes regenerados em Jesus Cristo, que deve haver uma separação entre Igreja e Estado, que o batismo é para os crentes adultos. Eles acertavam em muitas coisas, mas também erravam em muitas. E houve alguns elementos do grupo anabatista que começaram a surgir de “palavra interior” e “testemunho interior”, e eles começaram a buscar sonhos e visões, experiências de êxtase, revelações pessoais, ataques emocionais, encontros místicos, manifestações proféticas, contorções físicas e acontecimentos milagrosos. E João Calvino teve que lidar com isso em seus próprios dias.

E havia também os Libertinos. Os libertinos, talvez, estivessem sob a sombra dos anabatistas, mas como o próprio nome indica, os Libertinos eram antinomianos. Eles abusavam de toda liberdade cristã, basta dizer que, na maior parte, eu me arrisco a dizer que eles não eram convertidos e não conhecia o Senhor. Eles removeram todas as restrições do que era certo ou errado e Calvino os considerou 100 vezes mais perigosos que a própria Igreja Católica Romana. Eles eram guiados por impulsos carnais e novas revelações. Eles acreditavam que o Espírito Santo estava modificando ou adicionando novas revelações a Escritura. Eles ficaram descontentes com a própria Bíblia e com a simplicidade do evangelho.

Então, porque havia deixado de lado a Escritura, e por quererem seguir seus impulsos que acreditavam ser do Espírito Santo, eles viveram em flagrante antinomianismo, que significa simplesmente que eles eram contra a lei ou quaisquer mandamentos de Deus que regulasse suas vidas cristãs. Eles viviam em imoralidade, para ser franco. Eles viviam em libertinagem aberta. Eles retiraram distinções entre o bem e o mal. Eles eram conhecidos por suas vulgaridades. Eles eram conhecidos por sua grosseria, por sua crueldade, pela mundanidade, aspereza, por sua profanação. Eles vangloriavam-se por serem baixos naquilo que chamavam de “cristianismo”. Alguns de seus líderes entre os Libertinos vestiam roupas rasgadas e queriam parecer sujos de lixos. “... como se tivessem pisado em alguma coisa.” Era uma espécie de espiritualidade, uma aparência medieval. Eles queriam um caminho moral fácil, sem ter que lutar contra o pecado, sem ter que resistir à tentação, sem ter que buscar a santidade. João Calvino foi o homem que começou a falar sobre essa questão em particular. Os outros reformadores, na Suíça, começou a escrever para ... Eu quase disse MacArthur ... sim, ele também, "Caos Carismático, edição de 1536 ... não, eles começaram a escrever para João Calvino e Calvino era o homem certo.

Foi Benjamin Breckenridge Warfield quem identificou Calvino como "O teólogo do Espírito Santo". Apesar do que pensamos sobre Calvino a respeito da eleição e predestinação, e do decreto eterno de Deus, e da morte de Cristo, ele é mais conhecido como "O Teólogo do Espírito Santo." E Warfield, o grande estudioso Princeton, disse: "É, provável que a maior contribuição de Calvino nas ciências teológicas encontra-se no fato de que ele foi um dos primeiros a desenvolver ricamente a doutrina das obras do Espírito Santo”. Referindo-se a obra prima, “As Institutas da Religião Cristã”, Warfield escreve: "As institutas é um tratado acerca das obras de Deus Espírito Santo e acerca de fazer Deus contundentemente conhecido pelo homem pecador." E assim, o que nos surpreende é que a crise e o “caos carismático” hoje não é nada de novo, e que predominava com abusos e ataques no século XVI, e como falaremos amanhã à noite, também no século XVII, com os puritanos, que eram confrontados com isso.

Calvino não era omisso sobre o abuso do ministério do Espírito Santo. Muitos líderes reformados de hoje que aceitam as práticas carismáticas fariam bem caso se assentassem aos pés de Calvino e aprendessem com ele.

Quero falar sobre o que Calvino publicou acerca disso. Sobressaindo-se durante séculos na história da igreja, João Calvino permanece como a figura mais eminente de monumental importância. Ele era tão forte que Philipp Melanchton o chamou simplesmente “O” teólogo, o que significa que ele era “O” teólogo que Deus deu à igreja. Ele era o gênio da teológico por trás da Reforma. Philip Shaff Escreveu: "Calvino era um gênio da exegese de primeira ordem. Seus comentários são insuperáveis em originalidade, profundidade, clareza, solidez e valor permanente. Calvino era o rei dos comentaristas ". 

John Murray, ex-professor e presidente do Seminário de Westminster, afirmou: "Calvino foi o exegeta, ele foi “O” exegeta da Reforma e dos melhores dentre os exegetas da Bíblia de todos os tempos." Então, qual seria a opinião de João Calvino acerca dessa nova geração, os Calvinista pentecostais? O que eu quero fazer é percorrer seus comentários com vocês, e caminhar pelas Institutas. E quero analisar seu tratado aos Libertinos, e a tela está logo atrás de mim... Eu cheguei à conclusão de que seria mais útil para você, se pudesse colocar algumas dessas citações enquanto eu as leio. Vou abordar um problema de cada vez. 

Quero começar com a questão do Apostolado. No comentários de Calvino sobre Mateus 10, versículo 1, Calvino afirma muito claramente que o ofício de apóstolo era temporário, restrito ao primeiro século. Não é um oficio permanente ou contínuo.

Algumas das reivindicações feitas por calvinistas carismáticos hoje é que eles são apóstolos e que eles continuam na linhagem apostólica e isso simplesmente não é verdade. Deus deu aos Apóstolos à igreja, a fim de que eles fossem a base, o alicerce da igreja, para que a igreja fosse construída sobre eles, mas você só faz um alicerce numa construção, e isso se dar bem no começo. E todo o edifício repousa sobre esse alicerce. Você não faz o alicerce no segundo andar, e, em seguida, no terceiro andar, e, em seguida, no quinto andar, e, em seguida, um outro alicerce no telhado. Não... ele só é colocada uma vez, no início. E Calvino entendeu isso, que essa era a função do Apóstolo. E ele compreendeu que Deus deu o dom dos milagres aos Apóstolos para autenticá-los como os únicos mensageiros, exclusivos de Deus que recebiam revelação diretamente de Deus e que eles tinham autoridade sobre a igreja em virtude desta revelação de que eles estavam trazendo. É por isso que Paulo começa suas cartas, "Paulo, apóstolo de Cristo Jesus," para que eles saibam que o que está registrado nesta carta tem autoridade apostólica divina sobre todas as igrejas em todos os lugares em todos os tempos.

Então Mateus 10, versículo 1, João Calvino ... Quero que vocês escutem as próprias palavras de Calvino. Acredito que será mostrado. "O chamado dos apóstolos nos é aqui descrito; é apropriado observar, porém, que Jesus não fala de um Apostolado perpétuo, mas apenas de pregação temporária." E então ele continua a descrever o papel dos milagres como selos sobre as doutrinas dos apóstolos. Calvino em sua “Harmonia dos Evangelhos”, e por falar nisso, ele morreu pregando uma harmonia dos evangelhos, estava convencido de que os Apóstolos, o oficio apostólico, estava restrito ao primeiro século, e ele argumenta, portanto, que os milagres estavam restritos ao primeiro século como validação da nova mensagem que eles levavam. Calvino aborda o recebimento do Espírito Santo em Atos 2, e versículo 38, em seus comentários. Ele escreve: "Nós não recebemos isso” ... referindo-se ao dom do Espírito... nós não recebemos para que possamos falar em línguas, para que sejamos profetas, para que curarmos os doentes, para que operemos milagres. Mas nos é dado para melhor uso: “para que acreditemos com o coração e retidão, e para que nossas línguas professem à verdadeira confissão”. Seu argumento é que, não recebemos o batismo do Espírito Santo, o dom do Espírito Santo, para falar em línguas, mas o recebemos para com a única língua que temos, confessarmos que Jesus é o Senhor. Amem!? E assim ele conclui o caso.

Chegamos ao dom de milagres que ele acredita que cessou, e desde o início do ministério público de Calvino, ele acreditava que o dom dos milagres cessaram durante a era apostólica. Em suas “Institutas”, edição de 1536, e eu mencionei essa edição. Existem cinco versões das “Institutas”, de Calvino, a última de 1559. A de 1536 foi a sua primeira edição, e é interessante que nessa época, ele era Cristão havia apenas dois anos. Ele tinha 26 anos de idade e escreveu sua obra prima. Ele era um gigante nessa terra.

E, ao escreveras primeiras “Institutas”, ele afirmou que os poderes miraculosos e as manifestações que eram dispensadas pela imposição das mãos haviam cessados. Ele era um cessacionista. E elas duraram apenas por um tempo, porque era apropriado que a nova pregação do evangelho e do novo Reino de Cristo fossem iluminados e exaltados por milagres desconhecidos e extraordinários. Quando o Senhor fez que cessassem, ele não abandonou Sua igreja, mas declarou que a magnificência do Seu Reino, e a dignidade de Sua Palavra havia sido divulgados com excelência.

Assim, como um foguete sendo lançado da plataforma, que deixa cair o motor da parte de baixo e vai para o espaço com menos esforço, ele está argumentando que o dom de milagres e esses dons extraordinários de sinais eram parte do foguete lançado que era a igreja no primeiro século. Mas uma vez que ele ultrapassou a atmosfera da Terra, se desvinculou o motor e agora há apenas a primazia da Palavra escrita de Deus e a centralidade da pregação dessa Palavra escrita. Isto está já no início do ministério de Calvino.

Avançaremos para o fim da última versão, ou edição das “Institutas”, no preâmbulo, que é o prefacio no começo, ele escreveu cinco anos antes de sua morte. Ele escreveu: "Ao exigir milagres de nós”... referindo-se a Roma, e a outros grupos... “eles agem com desonestidade, porque não estamos forjando um novo evangelho, mas preservando aquele a cuja verdade, todos os milagres que Jesus Cristo e seus discípulos operaram, servem para conformar."

Entenda o pensamento de Calvino sobre isso. Esses milagres acompanharam o desvendar do “Musterion”, do qual falou o Dr. Sproul, o desvendar do mistério de Cristo. E uma vez que isso foi feito conhecido, não havia mais necessidade de milagres para confirmar a singularidade dessa revelação. E o que Calvino argumenta é que se você espera que eu deveria pregar outro evangelho totalmente novo. Teríamos que ter uma revelação totalmente nova de Deus, de outra forma, não haverá um sinal de maravilhas, porque temos a mesma velha mensagem. E a mesma velha mensagem é o poder de Deus para a salvação no Evangelho de Jesus Cristo.

Calvino disse: "Eles alegam milagres... o que pode perturbar uma mente outrora em repouso." “Eles são tão tolos e ridículos, tão inúteis e falsos”. Em seu comentário sobre Marcos 16 e versículo 17, aquele trecho no final do evangelho de Marcos, que a maioria de nós não acreditamos que era parte do texto original da Escritura, e Calvino não tinha a vantagem que temos agora, 500 anos depois, de grande criticismo textual, mas o importante é o que Calvino tem a dizer sobre as questões encontrados em Marcos 16 e versículo 17, onde se lê: "Estes sinais seguirão aos que crerem: [...] falarão novas línguas".

Isto é o que Calvino diz ao explicar essa passagem: “Embora Cristo não tenha dito expressadamente se tinha em mente que esse dom, referindo-se a operação de milagres, era temporária ou se permaneceria perpetuamente na sua Igreja, ainda assim, é mais provável que milagres foram prometidos apenas por um tempo, a fim de dar brilho ao evangelho enquanto era novo e obscuro. Acredito que o verdadeiro motivo para o qual os dons foram ordenados era que nada que fosse necessário para ministrar a doutrina do evangelho era aceito no início.” Observe as suas palavras. Estão todos falando sobre o começo, no início, apenas por um momento, apenas por um tempo. Ele entendeu que eles foram concedidos pelo Espírito Santo sobre a igreja apenas no início da construção da igreja. No final da citação: “Aqueles que vieram depois deles (dos apóstolos) e não puderam obtê-los (os dons) estavam completamente destituídos dos milagres e foram guiados pela tolice ou ambição de forjarem para si mesmos milagres que não eram reais”. Calvino está dizendo que as alegações de que eles estão operando milagres não são verdadeiras e que são apenas tolices.

Ele continua a dizer, no mesmo texto de Marcos 16 e versículo 17: "Portanto” ... referindo-se àqueles entre os anabatistas e Libertinos que alegavam operar milagres ... “portanto a porta foi aberta para os impostores de Satanás”. "Em outras palavras, a porta está escancarada para todos os tipos de doutrinas falsas e experiências.

Não apenas para que o erro seja o substituto para a verdade, mas para que com o pretexto de milagres, os simples sejam desviados da verdadeira fé. É estúpido que aquilo que é pregado por aqueles que se opõem à nossa doutrina, precise da ajuda dos milagres. Calvino considerava isso uma tolice. E ele diria a esses líderes reformados hoje que estão se intrometendo nas experiências e doutrinas pentecostais: "Vocês estão abrindo a Caixa de Pandora em suas igrejas, para aqueles que estão seguindo o seu ministério”. E frequentemente esse líder correrá até a beira de um precipício e parará, mas aqueles que o seguem continuarão a correr para beira do penhasco para a sua própria destruição. Calvino está enviando uma advertência de que a porta do engano de Satanás está aberta enquanto você distrai as pessoas da verdade, e elas agora estão sendo apanhadas naquilo que não foi inspirado pelo Espírito Santo.

Em Atos 14 e versículo 3, Calvino ensina algo bem específico sobre o assunto. Atos 14:3 diz: "O Senhor estava permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e maravilhas. Em seu comentário, Calvino disse: "O Senhor confirmou o Evangelho com milagres e isso mostra o verdadeira uso dos milagres." Ele está dizendo que é o verdadeiro significado. Era para validar e autenticar à mensagem que estava sendo levada pelos mensageiros apostólicos. Ele diz: "A menos que tivessem atraídos pelo abuso e corrupção, Deus nunca permitiu que fossem separados de Sua Palavra."

Isso é a chave, e ele desenvolverá esse pensamento mais completamente em seguida, mas aqui está a mente brilhante de Calvino trabalhando: Calvino diz que a Palavra de Deus, a Palavra escrita de Deus, e o Espírito de Deus, não podem ser separados. O que o Espírito Santo está fazendo no mundo, Ele está fazendo sempre de acordo mútuo com a Palavra escrita de Deus. Você nunca terá o Espírito Santo aqui fazendo um trabalho independente da Palavra de Deus escrita. O Espírito Santo, que é o autor da Palavra de Deus, o Espírito Santo, que é o professor da Palavra de Deus é o único que trabalha em parceria perfeita com cada palavra que Ele mesmo inspirou. E então Calvino diz: "A menos que tivessem sido atraídos pelos abusos e corrupção, Deus nunca permitiu que fossem separados de Sua Palavra", e a palavra “tivessem” refere-se às obras miraculosas do Espírito Santo em Atos 14. Se milagres fossem operados a qualquer momento sem a Sua Palavra, primeiro lugar, isso seria muito raro, em segundo, sem frutos.

Benjamin Warfield, apenas para citá-lo outra vez, diz: "É razoável pedir milagres ... diz Calvino ... ou encontrá-los onde não chegou o novo evangelho. Pois o Evangelho é suficiente para todas as terras, todos os povos e em todos os tempos."

O que Warfield está dizendo, é que Calvino entendeu que o que Deus confirmou no primeiro século em Jerusalém, na Judéia, na Samaria e no mundo gentio, como o Dr. Sproul nos maravilhosamente explicou, agora é suficiente para todos os tempos, todas as terras, todos os lugares e todas as gerações. O evangelho não precisa ser revalidado.

Quanto ao falar em línguas, Calvino afirma muito claramente que o dom de línguas cessou no primeiro século. Escrevendo em seu comentário sobre Atos 10 e verso 44, Calvino disse: "O dom de línguas e outras coisas semelhantes a estas cessaram há muito tempo na igreja. Mas o espírito de entendimento e de regeneração é um poder e será sempre um poder."

O que ele está dizendo é que o Espírito Santo, no primeiro século, deu o dom de línguas, que há muito tempo já cessaram, mas o Espírito Santo ainda opera no mundo, através do novo nascimento. E agora Calvino dá toda atenção a questão de receber novas revelações e de receber profecias. E em Isaías 30 versículo 1 em seus comentários, Calvino escreve: "Observe que duas coisas estão ligadas aqui ... a Palavra e o Espírito de Deus ... contrário dos fanáticos, que desejam oráculos e revelações ocultas, ou seja, revelações particulares da Palavra, mas sem Palavra” referindo-se a Palavra escrita”. O que Calvino está dizendo, é que Deus juntou o Espírito e a Palavra, e os fanáticos, os anabatistas e aos Libertinos, separaram o Espírito da Palavra, de fato, eles elevam o Espírito acima da Palavra. De fato, eu estive em igrejas onde se o pastor sobe no púlpito e diz: "Peguem suas Bíblias e abram comigo em Mateus, Marcos, Lucas ou João," as pessoas quase dormem. Mas se ele sobe no púlpito e diz: "Eu estava dirigindo para a igreja e Deus falou comigo," não há como haver mais olhos abertos e as pessoas querendo anotar. E Calvino diz: não, não é assim que Deus trabalha em sua igreja e neste mundo, nesse momento da história da redenção. E em seu comentário de Atos 21 versículo 9, também quanto as revelações, Calvino diz: "Através disso... referindo-se a revelação profética ... deixe-me fazer uma observação: Calvino entende a profecia em dois níveis, assim como John MacArthur, que há predição e a comunicação. A comunicação seria o dom da pregação, proclamar o que já foi revelado na Escritura, mas a predição é receber novas revelações. 

Calvino está dizendo: "Através disso”... referindo-se à revelação profética... “O Senhor quis estabelecer os primeiros princípios do evangelho, quando ele levantou homens e mulheres para predizer coisas vindouras. Agora, as profecias já quase cessaram” ... referindo-se ao final do Antigo Testamento, 400 anos antes da vinda de Cristo... “As profecias cessaram por muitos anos entre os judeus para que eles estivessem mais atentos e desejosos de ouvir a nova voz do Evangelho. A revelação profética deveria durar, por mais um curto período de tempo...” Isso é uma referência ao primeiro século. Para que os fiéis esperassem pelas coisas que viriam”. Em outras palavras, se você disser às pessoas que ainda há revelação, elas ficarão descontente com Romanos e com o Evangelho de João, elas querem o que é novo. E Calvino está dizendo que se é novo, não é verdade. Calvino continua: "A revelação profética duraria mais algum curto período de tempo para que os fiéis soubessem as coisas que viriam, ou para que os curiosos tivessem ocasião para buscar ou inventar alguma coisa nova, porque sabemos que quando essa capacidade e habilidade foram tiradas, nada podia resistir aos loucos que se gloriavam de serem profetas”. "Calvino diz que isso o que eles são. Loucos.

Deus, fazendo cessar as profecias, ou seja, as novas revelações, testificou que a perfeição final estava em Cristo. Essa é uma frase muito perspicaz, porque Calvino está argumentando que a plenitude da revelação que Deus tinha para a sua igreja veio em e através do Senhor Jesus Cristo e dos discípulos que Ele enviou para ser seus apóstolos; e a plenitude do que Deus quer que saibamos já nos foi dada. E agora temos a fé de uma vez por todas entregue aos santos.

Em Romanos 12 e versículo 6, ainda escrevendo sobre isso, a profecia hoje na igreja cristã dificilmente é algo mais do que o correto entendimento da Escritura e a capacidade de ensiná-la. Essa é a comunicação, o dom da palavra, da pregação, entender a Escritura e explicá-la, enquanto todas as antigas profecias e todos os oráculos de Deus foram concluídos em Cristo e no seu Evangelho. Ele vê Cristo, a revelação que veio através de Cristo e seus apóstolos como a consumação da revelação que Deus tinha para a sua igreja. E parece que Paulo não pretende aqui mencionar as graças milagrosas pelas quais Cristo tornou ilustre Seu Evangelho, mas, pelo contrário, vemos que ele refere-se apenas aos dons comuns, aqueles que continuariam perpetuamente. Então, ele está dizendo, que os dons espirituais comuns, como o de ajuda e administração, de ensino e de misericórdia, etc., estes continuariam na igreja, na era da igreja. Mas não os dons de milagres.

Ele vai dizer o mesmo em Hebreus 1 versículos 1 e 2: "Quando Deus falou nos últimos tempos, Ele indicou que não há mais razão para esperar qualquer nova revelação. Porque não foi em parte que Cristo veio, mas completamente, a conclusão final”. Ele está dizendo: "Se vocês esperam nova revelação de Deus, você está dizendo que o que Jesus trouxe foi apenas uma mensagem parcial, que alguma coisa está faltando no ensinamento do Senhor Jesus Cristo. E o que falta algo no que Jesus ordenou que seus apóstolos ensinassem em todas as nações, que há falhas nessa mensagem, e que agora precisa ser completado”. Essa seria a única conclusão que você pode chegar. E Calvino diz não. A revelação foi completa em Seu Filho, que veio como o maior profeta, o maior expositor, que falou todas as palavras que o Pai Lhe deu para falar, e que Ele ensinou aos seus discípulos e Ele os comissionou e não há mais nada a ser dito.

Quando procuramos nas Institutas de Calvino o mesmo assunto, no livro 1 capítulo 9, seção 1, há uma seção que Calvino chama de: "Apelo fanático ao Espírito em detrimento da Escritura." Calvino os chama de “desvairados” aqueles que abandonaram a Escritura. E a razão de terem abandonado as Escritura é que tudo que eles querem é que Deus diga o que precisam saber. Eles não querem estudar, nem cavar. Eles não querem expor a Palavra de Deus e nem colocar suas mentes nela e serem diligentes para apresentar-se a Deus como obreiro que não tem do que se envergonhar. Eles não desejam levantar peso. Eles simplesmente querem que Deus os dê o que precisa ser dito: “Aqueles que deixam a Escritura, imaginam uma forma ou outra de chegar a Deus, devem ser considerados não só possuídos pelo o erro, mas também exacerbados pela loucura. Porque certos homens vertiginosos, (referindo-se aos libertos, que não levam e Deus e Sua Palavra a sério), têm surgido, com grande arrogância, com grande altivez e não se colocam sob a perfeição da Palavra de Deus, de maneira que possam falar e fazer o que lhes agrada. Arrogando-se, com extremada presunção, o magistério do Espírito, eles desprezam toda leitura da Bíblia e riem da simplicidade daqueles que ainda expressam, que ainda seguem, como eles próprios a chamam a letra morta e que mata.

Duas seções depois, nessa mesma parte das “Institutas”, se encontra a citação mais significante de Calvino tem sobre este assunto. É uma seção intitulada: "A Bíblia e o Espírito são inseparáveis." Se você ainda não guardou nada do que Calvino está dizendo, guarde isso: Como que por mútuo nexo, o Senhor uniu, a certeza da Sua Palavra e a certeza do Seu Espírito, de sorte que a solida religião da Palavra possa habitar em nossas mentes quando o Espírito brilha, assim como, reciprocamente, abraçamos ao Espírito, sem nenhum temor de engano, quando o reconhecemos em Sua própria imagem, ou seja, na Palavra”. Ele está dizendo que Deus enviou Seu Espírito para confirmar Sua Palavra por meio de milagres e produzir a Palavra escrita dentro de nós, e Deus não tem mais nada a dizer.

No livro 2, ele diz: "Entretanto, isto permanece estabelecido: com esta perfeição da doutrina, que Cristo trouxe, pôs-se um fim a todas as profecias"... referindo-se a profecias de novas revelações. “Todos que, não estão contentes com o Evangelho, o remendam de algo estranho, afastam a autoridade de Cristo. Não é lícito ir além da simplicidade do evangelho.” Ele está dizendo que eles estão indo além do evangelho.

Há muitas outras citações e acho que aproveitaria melhor o tempo se passasse à conclusão. Acho que o objetivo já foi estabelecido. Quero indicar a vocês o tratado contra os Anabatistas e o tratado contra os Libertinos, nos quais Calvino profere palavras duras, e alguém pode perguntar: “Bem por que você não deixa os Libertinos pra lá? Por que você precisa fazer disso uma questão pública? Por que você não deixa os anabatistas pra lá? "

Calvino disse: "Até um cão late, se vê alguém atacar o seu dono." Ele disse: "Como eu poderia ficar calado se a verdade de Deus é atacada?” Ele tinha que falar. Ele tinha que usar sua influência e espalhá-la pela igreja para que a saúde espiritual da igreja fosse preservada e protegida.

Bem, acho que vocês entenderam o que Calvino tinha a dizer, que sua crítica que os abusos carismáticos em seus dias, para resumir, em suas próprias palavras, são tolices, ridículos, vãos e falsos. Não são reais. Abrem as portas para os impostores de Satanás. Substitui a verdade por enganos, ilusões. Extravia os simples da verdade. É estúpido. Separam o vínculo mútuo entre o Espírito e a Palavra. São paixões mortais. Cria um espírito de erro nas pessoas. Vai além da Palavra de Deus. Desperta a ira de Deus, ele diz, o provocam e levam as pessoas além dos limites das Escrituras, para seguirem suas próprias imaginações. Para Calvino, calvinismo e pentecostalismo são palavras contraditórias, é uma contradição como os termos: congelador abrasado, gigante anão, morto vivo, Batista intelectual (risos) metodista salvo... não, não importa. 

Tudo bem, deixe-me concluir. Quero terminar com convicções Calvino declarou, e quero deixa vocês com três dessas convicções. Apenas dei a vocês um monte de citações e provavelmente, dei mais informações e mais leitura do que vocês conseguirão levar. Mas quero terminar de uma maneira muito simples.

O que Calvino diria para essa geração atual? A resposta para isso é a mesma que ele já disse a sua própria geração. Número um, a exclusividade da autoridade bíblica. Tudo se resume a isso. Entenda isso. Ou há apenas um meio de revelação e ele é a Bíblia, ou há dois meios de revelação, que seria a Bíblia e estes dons milagrosos. Ou o “Sola Scriptura”, é o único meio de revelação, ou os dois meios e Calvino enfrentou isso de duas maneiras. Por um lado com os católicos, eles queriam dois meios ... eles queriam a Palavra de Deus escrita, e também eles queriam a tradição da igreja, e concílios eclesiásticos, e a autoridade papal. De um lado os católicos tinham dois meios de revelação, de outro lado, os carismáticos outros dois meios de revelação, há a Palavra escrita de Deus, e o dom de profecia, e falar em línguas, e a palavra de conhecimento, e, e, e, e ... E Calvino disse: "Não! Existe apenas um meio de revelação para sua igreja através da história, depois do primeiro século, e é o “Sola Scriptura”, é a Palavra de Deus escrita.

Calvino afirmou: "Nós devemos honrar a Palavra, a fonte de todas as revelações. É de grande valor não pedir nada além da Palavra de Deus. Deus gerou e multiplica Sua Igreja apenas por meio de Sua Palavra escrita.” Essa é a primeira coisa que Calvino diria hoje para os calvinistas carismáticos. Não existem dois meios de revelação. Existe apenas um, e é a Palavra de Deus escrita.

Segundo lugar: ele diria a esta geração, a prioridade da pregação bíblica. Calvino entendeu que quando você olha para outro meio de revelação, há um enfraquecimento do púlpito. Calvino acreditava que há apenas um meio de revelação de Deus, a Bíblia, e requer pregação bíblica. Entretanto ele discerniu que outro meio ilude a pregação bíblica. Dois meios de revelação ... joga por água abaixo a pregação bíblica. Isso acaba com a pregação bíblica. Isso arruína a pregação bíblica. Isso submerge a pregação bíblica. Só existirá uma prioridade bíblica, pregação expositiva no sentido amplo, quando alguém estiver compromissado com o fato de que existe apenas um meio pelo qual a revelação veio a nós, e que este é a Palavra de Deus escrita.

E em terceiro lugar, finalmente, Calvino diria para esta atual geração de carismáticos calvinistas, ele diria a eles sobre a unidade do Espírito e da Palavra. Já falamos sobre isso. Mas Calvino estava convencido de que o único meio de revelação, que é a Bíblia, une o Espírito a Palavra em um laço apertado na obra mais poderosa do mundo. Dois meios de revelação distanciam e separam a Palavra do Espírito e o Espírito da Palavra. Dois meios de revelação dividem e separam a Palavra do Espírito e o Espírito da Palavra. Isso faz um corte entre eles. Mas o Espírito trabalha apenas onde a Palavra de Deus escrita está sendo ensinada, está sendo pregada, está sendo aconselhada, onde está sendo compartilhada, está sendo divulgada, O Espírito trabalha através da Palavra escrita.

É isso que João Calvino disse e continua a falar através de sua obra. Eu acredito que Calvino se sustenta na história da igreja como o teólogo mais substancial que foi dado a igreja, sua influência mais poderosa, e faríamos bem se ouvíssemos nosso irmão mais velho. Darei a João Calvino a última palavra:
"Que os pastores desafiem corajosamente todas as coisas pela Palavra de Deus escrita, pela qual eles são administradores constituídos. Que eles reprimam todo o poder, glória e excelência do mundo para darem lugar e obedecerem a majestade divina de Sua Palavra. Que eles instruam todos através dela, do maior ao menor. Que eles edifiquem o corpo de Cristo. Que eles devastem o reino de Satanás. Que eles pastoreiem o rebanho. Que eles matem os lobos, instruam e exortem os rebeldes. Que eles amarrem e libertem, que eles trovejem, que eles relampeiem, mas que eles façam todas as coisas de acordo com a Palavra de Deus.” 

Se quisermos ver uma nova Reforma, nesses dias, se quisermos ver o ressurgimento da verdade reformada, que começou nessas últimas décadas, continuar a expandir suas fronteiras e avançar suas cercas, para influenciar a igreja e o mundo, devemos estar exclusivamente comprometidos com a Palavra de Deus escrita. Amem.

Vamos terminar com uma oração.

Pai nosso que estás no céu, como somos gratos por esse tesouro que é a Tua Palavra Escrita que O Senhor nos deu.  Agradecemos pelo registro completo, de Gênesis ao Apocalipse, os 66 livros do cânon da Escritura inspirada por Ti através de autores humanos, cerca de 40 ou mais autores humanos em três continentes diferentes, em três línguas diferentes de todas as esferas da vida, e ainda assim o Senhor tão perfeitamente dirigiu todo esse processo, de forma que há uma só verdade, que há um caminho para a salvação, que há um único plano para todas as épocas, que não há um padrão para a moralidade, que não há contradições em Tua Palavra, em Seu Reino, que é pura, simples, verdade pura para nós e para todos que a ouvem. Eu oro para que o Senhor envie uma chama a nossa única língua para que confessemos Cristo, preguemos a Cristo, exaltemos a Cristo, e magnifiquemos a Cristo neste mundo. E eu oro, Deus, para que o Senhor continue a obra que começou nesses dias. Oramos em nome de Jesus Cristo, nosso soberano Senhor e Salvador. Amem.

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Fonte: Youtube
Legenda: Rafael Abreu
Transcrição: Necilia Paula

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Artigo: A Crítica de Calvino aos Calvinistas Carismáticos — por Steve Lawson . Publicado por: Reforma Radical dia: 16 maio 2014 . Esperemo que este artigo tenha edificado sua vida e que você volte muitas outras vezes. Aproveite para comentar sobre o texto. 0 Comentário na postagem: A Crítica de Calvino aos Calvinistas Carismáticos — por Steve Lawson
 

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