Escravos de Cristo - John MacArthur

John MacArthur
O que constitui escravidão: Você foi comprado por um preço; não há expressões mais definidas em termos do que significa ser um escravo, significa ser possuído. Você se lembra dessas palavras? Mateus 25:21: “Muito bem, bom e fiel...”. Isso é o que você tem lido toda a sua vida. Essa não é a palavra para servo. Essa não é nenhuma das seis palavras para servo. Isso é DOULOS, “muito bem, escravo bom e fiel.”

Quando você dá a alguém o Evangelho, você está dizendo a ele: “Gostaria de convidá-lo a tornar-se um escravo de Jesus Cristo. Eu gostaria de convidá-lo a desistir de sua independência, desistir de sua liberdade; submeta-se a uma vontade alheia, abandone todos os seus direitos, seja possuído e controlado pelo Senhor.” Isso é realmente o Evangelho.

Nós estamos convidando pessoas a serem escravas. Não escuto muito dessa conversa sobre escravo hoje em dia, e você?

Um tipo de serviço que não é uma questão de escolha para aquele que o realiza. Um tipo de serviço o qual ele tem que fazer gostando ou não. Descreve uma submissão total a uma vontade alheia, a vontade do dono e em total e completa dependência daquele dono. É isso o que significa. É a palavra para escravo.

Se você acha que essa é uma palavra difícil para nós engolirmos, imagine quão difícil era para aqueles que viviam no meio da escravidão engolir isso. Como Jesus e os apóstolos do Novo Testamento, podiam conversar com pessoas vivendo no meio de uma sociedade dominada por escravos, 10 a 12 milhões de escravos justo naquele tempo, sobre o fato de ser cristãos era ser um escravo de Jesus Cristo?

Não haveria nenhuma ideia distante obscura do que isso significava. Eles saberiam exatamente o que isso significava. Precisamente o que isso significava.

Deixe-me falar-lhe sobre os escravos no mundo Greco-Romano.  Eles não tinham liberdade, eles não tinham direitos, eles não tinham possessão de nada. Eles não tinham recursos legais nos tribunais. Eles não podiam testemunhar num caso legal. Eles não tinham cidadania, eles não tinham nenhuma possibilidade de fazer o que eles queriam fazer. Eles não eram consultados, “Diga aí, Sr. Escravo, o que você gostaria de fazer para ser satisfeito?” Eles não foram consultados: “Qual você pensa ser o seu propósito? Você pode sonhar seu sonho para que eu, seu mestre, possa satisfazê-lo?” Bizarro.

Eles não tinham nenhuma chance de nada. Eles não possuíam nada. Eles não podiam ser cidadãos e eles não podiam ser parte do exército. As forças armadas. Eles eram totalmente dependentes de quem quer que os possuísse. Não significa que eles não tinham alguns benefícios. Eles tinham providências, cuidados, eram protegidos. Em muitos casos eram tratados amavelmente, compassivamente, amados nas famílias.

Então a ideia de chegar naquele mundo e anunciar as pessoas que você deveria se converter em um escravo de Jesus Cristo era só outra maneira de apresentar outra mensagem para fazê-la impossível de acreditar. Ninguém vai se preparar para se tornar um escravo de alguém. Vocês são chamados para serem escravos. A diferença entre um escravo e um servo é óbvia: servos foram contratados para trabalhar por salários e eles podiam renunciar, eles eram pagos com salários por um trabalho. Escravos eram possuídos e eles não podiam renunciar. Se eles fugiam eles eram encontrados, presos, castigados. E há todo tipo de escritos antigos sobre os castigos de escravos e pior. E algumas vezes, algumas vezes, muitas vezes crucificados publicamente como uma demonstração ao resto dos escravos do que poderia acontecer a eles se eles escapassem.

Voltando a Gálatas 1:10, Paulo diz de novo, no final do versículo. Ele diz: “se eu estivesse tentando agradar a homens, não seria um escravo de Cristo.” Ele entendeu o que escravidão significava. Eu só faço o que agrada ao meu Mestre. Este é o foco singular de ser um escravo. Você não tem que agradar a muitas pessoas, você só agrada a uma.

Esta metáfora é crucial para entender nosso relacionamento com O Senhor, se nós estamos falando sobre um relacionamento pessoal com Cristo e com Deus, então nosso relacionamento pessoal é: “somos escravos”. Essa é a melhor maneira para definir aquele relacionamento, e Paulo aqui nos diz que significa que somente agradamos a Ele. Ele diz aos Coríntios, eu tenho como minha ambição está agradando a Ele.

Resume-se a isso: fazer o que Ele diz, fazer o que Lhe agrada. É simples assim, isso é o que um escravo fazia. Realmente, apenas duas possibilidades, onde havia uma ordem direta, você obedecia. Aonde não houvesse ordem direta, você encontrava um jeito para fazer o que você sabia que agradaria ao Mestre. Você Lhe obedeceu e você O agradou. Ele diz estas palavras familiares, Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, deveis dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. (Tiago 4:13) Isso é linguagem de escravo. É isso que significa ser sujeito a uma vontade alheia.

Eles eram escravos no passado, eles serão escravos no futuro, escravos no céu. Agora nós somos Seus escravos, quem está sendo ensinado pelo livro do Apocalipse que estas coisas passarão. Nós nunca deixaremos de ser escravos, Nunca!

Servos podiam ser contratados e renunciar, um escravo era possuído. Isso significa possessão exclusiva porque ele foi comprado por um preço. Isso parece com conversa do Novo Testamento? Dois, utilidade e obediência, completa e constante. Três, sujeito a uma vontade alheia. Nenhum homem pode ser escravo de dois mestres, certo? Impossível!

Você podia ter dois patrões, você podia ter um trabalho diurno e um trabalho noturno, mas você não poderia ter dois mestres que tenha controle total sobre você, porque os dois lhe possuiriam, e todos sabiam disso. Esse é o porquê dessa declaração ser auto evidente. Nenhum homem pode ser escravo de dois mestres. Então, possessão exclusiva por um mestre. Completa, utilidade e obediência constante para aquele único mestre. É simples, no sentido que é singular, vamos chamá-lo devoção singular àquele único mestre.

Essa é a conversa do Novo Testamento também, não é? Ame ao Senhor teu Deus com o que? Todo teu coração, alma, mente e força. Não tenha outros deuses. Faça tudo o que você fizer para agradá-lo, para honrar a Cristo.

Quarto, um escravo tinha dependência completa do seu mestre para tudo. Para tudo. Absolutamente tudo.

E quinto: toda disciplina e recompensa vinham daquele único mestre. É isso que era um escravo. Você era possuído por uma pessoa. Você era útil e obediente completa e constantemente a aquele único mestre. Você tinha uma consumível “raison d`être”, razão para viver, e isso era para agradar ao mestre. Você era dependente naquele mestre para absolutamente tudo. E toda a disciplina e recompensa vinham na discrição daquele Mestre. E tudo isto está diretamente conectado ao que significa ser um escravo de Jesus Cristo. Somos possuídos por Ele, porque somos comprados com um preço.

Estamos numa posição de obediência e utilidade constante e completa àquele único mestre, de obediência e utilidade constante e completa àquele único mestre ao nível que podemos dizer: “não seja feita minha vontade senão a Tua.” Em todo o tempo.

Somos singulares em nossa devoção e isso significa que nós não temos outro mestre para obedecer, nenhum outro mestre para servir. E é por isso que o Novo Testamento diz: “você não pode”, essa são as palavras de Jesus “servir a Deus e ao dinheiro.” Você não pode servir a Deus e a qualquer outra coisa.

Eu não posso te dizer por quantos anos eu tenho passado por discussões com as pessoas sobre o Senhorio de Cristo. Deixe-me lhe dizer algo realmente simples. KYRIOS e DOULOS são duas palavras que descrevem ambos os lados de uma relação. Se há um escravo, deixe-me dizer-lhe algo: há um senhor. Se há um escravo, há um mestre, se há um mestre, há um escravo. Você não chama a si mesmo de “mestre” se você não tem um escravo, e você não é um escravo se você não tem um mestre.

É por isso que o Novo Testamento nunca sequer se incomoda em defender essa ideia, por assim dizer, de que, queira ou não, quando você vem a Cristo, Ele é seu Senhor. Isso é claramente óbvio. Quando você confessa a Jesus como Senhor, você está ao mesmo tempo confessando a si mesmo como escravo. Não há outra forma de ver isso. KYRIOS e DOULOS são os dois lados de um relacionamento.

Um escravo é alguém cuja vida pertence totalmente a outro: domínio absoluto, controle absoluto, submissão absoluta, obediência absoluta, lealdade absoluta, dependência absoluta. Agora, se você não agarra essa ideia de escravidão e muitos de nós, nós o perdemos porque está sendo escondido do texto em nossos idioma, é difícil para nós entender a essência do que realmente significa ser cristão. Você é um escravo de Jesus Cristo. Você é possuído. Você tem sido adquirido por Seu sangue, Atos 20.

Você não foi comprado com ouro nem prata, mas com o que? 1 Pedro 1:18-19, o sangue precioso de Jesus Cristo. Você foi adquirido, Apocalipse 5:9. Você não tem direitos independentes, escravos não têm direitos, escravos não possuem nada. Eles não podiam possuir suas próprias propriedades. Aos olhos da lei eles não eram cidadãos. Eles não podiam manter um serviço público, eles eram completamente abaixo da discrição, da provisão, da proteção e dos cuidados e dos abusos, num sentido terreno, de seu dono.

Havia um grande lado positivo de ser um escravo de um mestre benevolente, gracioso, generoso, amável, compassivo.  Eu não posso pensar de uma vida melhor. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo”. Isso é papo de escravo. Isso é papo de escravo. “Tome a sua cruz e siga-me”. É seu fim... O fim de sua vida, você está acabado. Acabou, já era. Você é agora o escravo de Jesus Cristo. E isso não é um incômodo.

Jesus disse: Tome meu jugo, porque meu jugo é o que? Suave. E meu fardo é leve e você encontrará descanso. Você vai ser escravo de alguém. Ser um escravo de Jesus Cristo está mais além de qualquer outra forma de escravidão que alguém sequer conheceu, porque esse Mestre – escute essa – nos faz filhos e nos dá todos os direitos de Seus próprios Filhos. Ele nos adota em Sua família, nos chama de co-herdeiros com Cristo, nos leva ao Céu onde nós mandamos e reinamos de Seu próprio trono e derrama todas as luxuosas riquezas em Sua possessão para sempre e sempre e sempre, para nossa alegria absoluta e Sua própria glória.

Quem não queria ser um escravo sujeito a esse mestre? Que alegria ser um escravo de Cristo.

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Fonte: http://youtu.be/LQOOWQDTH0U
John MacArthur - "Escravos de CRISTO", parte 1 de 2 do vídeo

Fonte: http://youtu.be/BWVeAZXrujY
John MacArthur - "Escravos de CRISTO", parte 2 de 2 do vídeo


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